NÃO ME APEGO AOS BENS MATERIAIS, POIS NÃO PODEREI LEVÁ-LOS PARA ONDE EU FOR NO FINAL DA MINHA VIDA.
quinta-feira, 28 de março de 2013
LEI ROUANET - UMA FORMA DE EFETIVAR SEU TRABALHO CULTURAL
Regulamentação e incentivo
Relacionados
Lei Rouanet
A Lei de Incentivo à Cultura, popularmente chamada de Lei Rouanet, é conhecida principalmente por sua política de incentivos fiscais. Esse mecanismo possibilita que cidadãos (pessoa física) e empresas (pessoa jurídica) apliquem parte do Imposto de Renda devido em ações culturais. Assim, além de ter benefícios fiscais sobre o valor do incentivo, esses apoiadores fortalecem iniciativas culturais que não se enquadram em programas do Ministério da Cultura (MinC).
Quem pode solicitar o apoio?
• Pessoas físicas que atuam na área cultural, como artistas, produtores e técnicos.
• Pessoas jurídicas de natureza cultural como autarquias e fundações.
• Pessoas jurídicas privadas e de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, como cooperativas e organizações não governamentais.
A proposta cultural pode ser em diversos segmentos, como teatro, dança, circo, música, literatura, artes plásticas e gráficas, gravuras, artesanato, patrimônio cultural (museu e acervo, por exemplo) e audiovisual (como programas de rádio e TV, sítios e festivais nacionais).
A proposta deve ser aprovada pelo MinC e, se isso ocorrer, seu titular pode buscar recursos com cidadãos ou empresas. Estes últimos são chamados de incentivadores e têm parte ou o total do valor do apoio deduzido no Imposto de Renda devido.
Como o incentivo pode ser feito?
O incentivo a iniciativas culturais pode ser feito por meio de doação ou patrocínio. Somente pessoas físicas ou pessoas jurídicas sem fins lucrativos podem receber doações e, nessa modalidade, qualquer tipo de promoção do doador é proibido.
No patrocínio, do qual qualquer proposta pode se beneficiar, é permitida a publicidade do apoio, com identificação do patrocinador, que também pode receber um percentual do produto resultante do projeto, como CDs, ingressos e revistas, para distribuição gratuita.
Fundo Nacional de Cultura
Outro mecanismo da Lei Rouanet é o Fundo Nacional de Cultura (FNC), constituído de recursos destinados exclusivamente à execução de programas, projetos ou ações culturais.
Com os recursos do fundo, o MinC pode conceder prêmios, apoiar a realização de intercâmbios culturais e propostas que não se enquadram em programas específicos, mas que têm afinidade com as políticas da área cultural e são relevantes para o contexto em que irão se realizar (essas iniciativas são chamadas de propostas culturais de demanda espontânea).
Para receber apoio do FNC, as propostas de demanda espontânea são escolhidas por processos seletivos realizados pela Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura (Sefic). As iniciativas aprovadas celebram um convênio ou um contrato de repasse de verbas com o FNC.
Histórico
Os incentivos fiscais e o Fundo Nacional de Cultura são mecanismos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), instituído pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313) aprovada pelo Congresso Nacional em 1991.
O Pronac tem como objetivos facilitar os meios de acesso à cultura, estimular a regionalização da produção artístico-cultural brasileira, proteger as manifestações para garantir sua diversidade, priorizar o produto cultural originário do Brasil e desenvolver o respeito aos valores culturais de outros povos e nações.
Acompanhe as ações e as novidades da Lei Rouanet.
domingo, 10 de março de 2013
TEXTO DE AUTORIA DE TICO SANTA CRUZ SOBRE DROGA E A MORTE DE CHORÃO
"Quero dizer uma coisa aqui a respeito dessa hipocrisia ridícula que está circulando entre comentários de redes sociais e por uma pequena parte da imprensa sensacionalista.
Primeiro que acho uma falta de respeito não só com o artista, mas com a família, com o filho, com os fãs do Chorão, esta exposição desnecessária de fotos do apartamento e de seu corpo! Isso que se faz para vender notícias e gerar acessos em sites, me desculpem, não é informação útil, é morbidez e falta de compaixão.
Segundo, é que gostaria de saber que moral que tem uma sociedade tabagista, alcoólatra, que consome remédios ( DROGAS ) de todos os tipos - para dormir, para emagrecer, anabolizantes, estimulantes vendidos em farmácias e mais um monte de porcarias legalizadas - para falar do que o cara fez ou deixou fazer. Isso não é problema de ninguém!
O nosso problema deveria ser relativo a dar assistência a quem é dependente químico, tratar com respeito estas pessoas que por ventura se encontram doentes ou em dificuldades, ajudá-las a se recuperar, oferecer informação e conhecimento aos jovens para que eles possam entender as consequências do uso de qualquer tipo de substância química, legal ou não. Prevenir ao invés de ficar fazendo julgamentos tolos.
Terceiro é que estão repetindo um monte de baboseiras com relação a questão do "Sexo, drogas e Rock n' roll" - mas quando eu ligo rádio e a TV escuto o tempo inteiro um monte de artistas de outros gêneros estimulando bebedeira, sacanagem, vulgaridade e putaria para todo tipo de público incluindo crianças. Ou as letras desses Sertanejos e outros estilos estão tratando de assuntos sérios e eu sou surdo e nunca ouvi?
As drogas estão inseridas na sociedade desde que o homem é homem e devemos tratar esta questão com responsabilidade e não com mais preconceito e estupidez.
Por conta dessa postura é que acabamos criando uma nuvem de ignorância e falta de conhecimento que prejudica mais do que salva.
Chorão era adulto, maior de idade, pagava suas contas e fez suas escolhas na vida. Erradas ou certas, devemos procurar entender a situação antes de sair julgando e usando um problema sério para fazer piadinhas e sensacionalismos.
De modo que o mínimo que se espera de um SER HUMANO que tem amor por outro ser humano é que exista sensibilidade e se mantenha o respeito e a solidariedade para com seus entes queridos, amigos e fãs.
Hipocrisia FUDIDA ficar jogando pedra em quem não pode se defender como se a vida de todos que estão desferindo golpes fosse um santuário de bons exemplos.
Reflitam!
Abraços."
Tico Santa Cruz!!
"Quero dizer uma coisa aqui a respeito dessa hipocrisia ridícula que está circulando entre comentários de redes sociais e por uma pequena parte da imprensa sensacionalista.
Primeiro que acho uma falta de respeito não só com o artista, mas com a família, com o filho, com os fãs do Chorão, esta exposição desnecessária de fotos do apartamento e de seu corpo! Isso que se faz para vender notícias e gerar acessos em sites, me desculpem, não é informação útil, é morbidez e falta de compaixão.
Segundo, é que gostaria de saber que moral que tem uma sociedade tabagista, alcoólatra, que consome remédios ( DROGAS ) de todos os tipos - para dormir, para emagrecer, anabolizantes, estimulantes vendidos em farmácias e mais um monte de porcarias legalizadas - para falar do que o cara fez ou deixou fazer. Isso não é problema de ninguém!
O nosso problema deveria ser relativo a dar assistência a quem é dependente químico, tratar com respeito estas pessoas que por ventura se encontram doentes ou em dificuldades, ajudá-las a se recuperar, oferecer informação e conhecimento aos jovens para que eles possam entender as consequências do uso de qualquer tipo de substância química, legal ou não. Prevenir ao invés de ficar fazendo julgamentos tolos.
Terceiro é que estão repetindo um monte de baboseiras com relação a questão do "Sexo, drogas e Rock n' roll" - mas quando eu ligo rádio e a TV escuto o tempo inteiro um monte de artistas de outros gêneros estimulando bebedeira, sacanagem, vulgaridade e putaria para todo tipo de público incluindo crianças. Ou as letras desses Sertanejos e outros estilos estão tratando de assuntos sérios e eu sou surdo e nunca ouvi?
As drogas estão inseridas na sociedade desde que o homem é homem e devemos tratar esta questão com responsabilidade e não com mais preconceito e estupidez.
Por conta dessa postura é que acabamos criando uma nuvem de ignorância e falta de conhecimento que prejudica mais do que salva.
Chorão era adulto, maior de idade, pagava suas contas e fez suas escolhas na vida. Erradas ou certas, devemos procurar entender a situação antes de sair julgando e usando um problema sério para fazer piadinhas e sensacionalismos.
De modo que o mínimo que se espera de um SER HUMANO que tem amor por outro ser humano é que exista sensibilidade e se mantenha o respeito e a solidariedade para com seus entes queridos, amigos e fãs.
Hipocrisia FUDIDA ficar jogando pedra em quem não pode se defender como se a vida de todos que estão desferindo golpes fosse um santuário de bons exemplos.
Reflitam!
Abraços."
Tico Santa Cruz!!
sexta-feira, 8 de março de 2013
MINISTÉRIO PÚBLICO MANDA INTERDITAR COMÉRCIOS EM ANDRELÂNDIA.
Os estabelecimentos comerciais, as salas de prestações de serviços (salões de cabeleireiros, de manicure, etc...), os escritórios de prestações de serviços (advogados, dentistas, médicos,etc), as oficinas, os depósitos, os lavadores, as indústrias e todo o universo onde haja um espaço para transação mercantil está na mira do Ministério Público da Comarca de Andrelândia, tal como preconiza um documento da Prefeitura Municipal de com o seguinte título: "REFERÊNCIA: REGULARIZAÇÃO DE ALVARÁ DE LOCALIZAÇÃO/RECOMENDAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. O testo do documento, entregue aos comerciantes da cidade, inicia afirmando que o referido comércio não possui alvará referente ao ano de 2013 e que conforme "recomendação nº. 001/2012, expedida pelo Ministério Público Estadual, a Promotoria local recomendou `Prefeitura que interdite todos os estabelecimentos comerciais que não disponham de regularidade comercial (constituição de firma), fiscal (inscrição no cadastro de contribuintes), alvará do Corpo de Bombeiros (Lei Estadual 14.130/2001).
Na continuação do documento, o comerciante é convidado a comparecer na Prefeitura para regularização da sua situação levando os documentos que comprovem a sua regularidade comercial, fiscal e, inclusive, o alvará do Corpo de Bombeiros, tudo isso no prazo de "30 DIAS."
Ora, vamos fazer uma análise dessas medidas à luz da realidade de Andrelândia e de toda a sua Comarca. comecemos pelo prazo dado pela Prefeitura para que os comerciantes, industriários e prestadores de serviços regularizem a sua situação dentro das normas exigidas - 30 dias. Brincadeira! A maioria dos estabelecimentos de Andrelândia e da Comarca funcionaram a vida toda em seus locais e receberam seus alvarás das Prefeituras sem demais contestações. Claro que novas exigências surgiram com as mudanças do mundo e a sociedade é dinâmica. Contudo, as exigências da Lei 14.130/2001 são severas no que tange às normas de segurança e, como diria o dito popular: "pau que dá em chico, dá em Francisco". Então, a norma para o estabelecimento rico será a mesma aplicada ao estabelecimento, médio, pobre, ou precário. Esses estabelecimentos não têm a mínima condição de, "em 30 dias", se adaptarem às exigências da referida Lei Estadual.
Parece que há uma notória insensibilidade tanto do Ministério Público quanto da atual Administração Municipal para com a situação comercial, industrial e de prestação de serviços em Andrelândia e região. O prazo mínimo, segundo especialistas, deveria ser de "360 dias", tendo em vista as modificações que serão necessárias na estrutura física do local onde funciona o "negócio", como se diria popularmente. Essa mexida exige investimento, sem contar que será necessário a contratação de engenheiro para elaborar projeto e pagamentos da taxa ao Corpo de bombeiros.
Vamos falar especificamente de Andrelândia. Nossa cidade é formada, em sua maioria, por gente simples, trabalhadora, comerciantes pequenos e prestadores de serviços que lutam dia a dia para defender o seu pão; nossas construções são, em sua maioria, divididas em períodos que vão do Séc. XIX até meados do Séc. XX. São construções antigas e que demandarão investimentos consideráveis para se adaptarem as regras da Lei 14.130/2001. Outro fator preponderante nisso tudo refere-se que grande parte parte dos imóveis da cidade são inventariados pelo Patrimônio Histórico e, também, e por isso, vigiados severamente pelo Ministério Público. A lei 14.130/2001 prevê normas com relação ás adaptações em imóveis protegidos com relação à prevenção e ao combate a incêndio e pânico.
Vejamos, assim, outra questão relativa a essa problemática do cumprimento da Lei 14.130/2001. Como eu afirmei anteriormente, o dito popular que preconiza que "pau que dá em chico, dá em francisco" é sábio. Senão, vejamos: os órgãos públicos estão cumprindo as exigências da Lei de prevenção e combate a incêndio e pânico? Até o momento em que este texto está sendo redigido, com certeza, não. Todos os imóveis que abrigam as repartições da Prefeitura de Andrelândia não estão dentro de nenhuma das normas de segurança exigidas pela Lei 14.130/2001. Será que para a Prefeitura vale um outro dito popular: "casa de ferreiro, espeto de pau?" Ou será que a Administração Municipal está acima da Lei?
O exemplo de seriedade deve nascer de quem cobra medidas, de quem administra o bem público e do próprio Ministério Público que deveria, então, exigir da Prefeitura a sua imediata adaptação ás exigências da lei 14.130/2001. A nossa Constituição Federal é sábia e exigente no que concerne à coisa pública. Vejamos... Art. 37. administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998 - XXII, § 3º, I – as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998). Como se depreende da nossa Carta Magna, a Administração Pública tem a obrigação de ser o exemplo de cumprimento da LEI.
Certamente, todos os comerciantes, industriários e prestadores de serviços de Andrelândia estão dispostos a se adaptarem às exigências das contidas na Lei 14.130/2001. Contudo, esperam um mínimo de bom senso da Administração Municipal e do Ministério Público para poderem, em um tempo razoável, cumprirem a gama de exigências que o Corpo de bombeiros fará para emitir o alvará. Se assim não for, nossa cidade correrá o risco de entrar numa situação de caos onde, certamente, da mesma forma, os poderes constituídos terão que cumprir as exigências da Lei 14.130/2001.
Pedro Paulo de Oliveira - 08 de março de 2013.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
ELEIÇÕES DE 2012 - VONTADE DO POVO = DEMOCRACIA.
Credita-se a Rui Barbosa uma famosa frase que ele possa ter pronunciado quando o criticaram a caminho do Congresso de Haia, por ele ser pequeno e parecer meio desengonçado diante das figuras imponentes dos europeus que para lá também convergiam. Ele fez a famosa citação: "É nos menores frascos que estão guardadas as melhores essências". Se não é dele a citação, não importa. O que nos importa é o sentido contido na frase. O que ela nos passa é que não importa o tamanho da pessoa, sua cultura, sua origem, sua beleza, suas posses. O que importa nas pessoas é o que ela traz dentro de si: a sua bondade, a sua força interior, a sua capacidade de vencer os obstáculos, a sua dignidade, a sua lealdade e acima de tudo, o seu amor para com o próximo.
Em sua obra, "Capitalismo, Socialismo e Democracia", o teórico Joseph Schumpeter esclareceu que as definições idealistas e utópicas de democracia possuíam muitas imprecisões. Estas impediam a identificação e a classificação corretas das formas de governo democráticas e não-democráticas.
De acordo com Shumpeter, "o método democrático é o arranjo institucional para se chegar a decisões políticas em que os indivíduos adquirem o poder de decidir através de uma luta competitiva pelos votos do povo".
Requisitos de um governo democrático:
O direito de voto e as eleições periódicas para seleção de representantes políticos não são os únicos requisitos de um governo democrático. Se assim fosse, os governos da ex-União Soviética e dos Estados Unidos deveriam ser considerados igualmente democráticos. Governo democrático é aquele que inserido no respeito aos princípios de uma agremiação que escolheu um representante e esse passou pelo pelo crivo do voto do povo e governa segundo os princípios da ética do grupo e do povo que o escolheu.
As citações acima foram feitas para que o possamos pensar e repensar o momento político em nossa cidade, ou mesmo em qualquer outra urbe, já que podemos ser lidos em qualquer parte do mundo através do Google.
A PREFEITURA DE ANDRELÂNDIA ESTÁ EM DISPUTA.
Boa tarde a todos. Publico, na íntegra, o texto do Advogado, Dr. Guilherme alves, ao quem credito o maior respeito, para que os leitores prórpios tenham conhecimento e e usem como subsídio eleitoral. Esclareço que no texto ele exprime suas opiniões pessoais.
Guilherme Alves:
Prezado, de início parabenizo o blog, mas temos que comentar, sobretudo, quanto ao post de 03 de julho, onde V. Sa. aduziu que a surpresa do dia fora a união de partidos diametralmente opostos.
Guilherme Alves:
No meu ponto de vista, e a minha surpresa maior foi um grupo fechado formar nesta urbe o PV, deixando de lado o 45 (PSDB), tradicionalmente dos caranguejos para migrarem para o PV. Se não estivessem satisfeitos com o atual prefeito, por que não disputar uma convenção interna no PSDB? E mais, convidar o atual prefeito a apoiar uma candidatura que no meu ponto de vista foi imposta e deixar os seus eleitores "a ver navios" não era a melhor opção. Concordo que os eleitores da cidade não podem acreditar em mentiras, principalmente mentiras lançadas em épocas eleitoreiras, onde arrumam cargos para tais pessoas, onde irá implantar o SUS em tal ou qual lugar. Não, os eleitores não podem ser enganados. Acho também que se tem que escolher o mandatário municipal pela sua história, pelos cargos que já exerceu, inclusive cargos dentro da política. Não vou querer pessoas despreparadas, que nunca exerceram nada e querem chegar ao topo de uma só vez. Isso o eleitor tem que saber. O eleitor precisa saber, também, o motivo deste cenário atual em nossa querida Andrelândia. Por fim, o eleitor precisa ter a cabeça ventilada para as mudanças, onde precisamos incutir na mente e nos corações de todos, não o rancor por ter tal ou qual como companheiro, mas darmos um passo à frente na história política de Andrelândia, acabando com rixas que só causaram mortes, desavenças e atrasos ao longo dos séculos.
domingo, 20 de maio de 2012
CARTA DO FÓRUM DAS ÁGUAS DE CAXAMBU
O que diferencia o ser humano dos demais animais não é a sua capacidade de destruir o meio ambiente à sua volta, fazer guerras, ser cruel, ambicioso, miserável, digno, ou dotado de amor. O que diferencia o ser humano de qualquer outro ser vivo é a sua capacidade de buscar formas que satisfaçam a sua curiosidade e de encontrar elementos capazes de transformar o meio em que vive, seja para o bem, seja para o mal.
Nesse contexto de evolução do ser humano, o modelo de urbanização, ainda baseado na Revolução Industrial, não mais sustenta a lógica da vida. Estamos espremidos em ambientes de imensos conglomerados de cimentos, ferros, alumínios, vidros, borrachas, lâmpadas e máquinas de todas as espécies.
Já nos foi dito que nas metrópoles, grandes e médias cidades e, até mesmo, em algumas pequenas cidades, o ser humano é denominado “animal urbano”. Será esse um termo correto para designar um ser que necessita intrinsecamente dos meios naturais para sobreviver? Será justo manter o ser humano aprisionado e entorpecido, desconhecendo seu próprio eu?
No meio dos conglomerados urbanos o ser humano se insere às máquinas que ele próprio criou e, desesperado, procura espaços para desaguar suas emoções e instintos. Esses espaços nada mais são do que outras criações da “Revolução Industrial”, ou seja, os grandes shows assistidos por milhares, quando não, milhões de pessoas, marcados por produções fabulosas da tecnologia; clubes fechados e abertos, dependendo do poder econômico dos frequentadores; espaços de convivência nos shoppings (área de alimentação, salas de cinema, pequenos parques de diversões para crianças); e, por fim, as praias e praças superlotadas onde os grupos se fecham e desconhecem seus semelhantes, bem ao lado.
Se revisarmos a história, veremos que este atual modelo de urbanização sempre colocou o ser humano numa disputa inglória. Não podemos afirmar que o espaço urbano de hoje é melhor ou pior que o do início da “Revolução Industrial” ou lá dos tempos do Império Romano, ou mesmo da Grécia Antiga. A sociedade sempre foi dividida em camadas sociais: ricos, médios, pobres e miseráveis. Os meios usados para se chegar a ser rico nem sempre foram os mais bonitos, saudáveis ou justos. Desde os tempos do início da civilização, seres humanos enganam, matam e escravizam em nome do poder. Não há nada de novo nessa divisão urbana onde no Brasil o exemplo mais cruel é o das favelas. Logo depois da proclamação da Lei Áurea, as famílias de negros que deixaram as grandes fazendas, foram segregadas nas periferias das cidades. Essa segregação, nas grandes metrópoles, geraram as favelas, numa mistura de mestiços de índios e negros, na sua maioria filhos bastardos dos funcionários públicos, senhores de engenho, senhores do café e senhores do leite e da carne de boi.
Muitos seres humanos, ao longo do tempo, sempre sonharam com um mundo mais justo, onde não houvesse fome e todos fossem tratados igualmente na busca das necessidades comuns à sua sobrevivência. Primeiro, foram as religiões, que nasceram do medo da morte e da necessidade de se adorar um ser superior, imortal. As religiões não resolveram e nunca vão resolver os problemas sociais da humanidade. Em nome de Deus muita atrocidade foi cometida e ainda continua a ser perpetrada pelo mundo. Depois, veio a filosofia pregando a igualdade, paraísos e criando regras (Platão, Aristóteles, Sófocles...). Já no Séc. XVIII deparamos-nos com a Revolução Francesa, que foi outro engodo. Ela matou seus próprios idealizadores (Danton e Robespierre). Logo a seguir, veio a Revolução Industrial, trazendo, com ressalvas, evolução para a humanidade.
No Séc. XX uma luz surgiu através de um tratado poderoso que marcou gerações e prometia mudar o mundo pregando uma sociedade sem classes, baseada nas ideias de Karl Max. Numa mistura de conceitos comunistas, e variando para socialistas, ditaduras cruéis foram implantadas pelo mundo em nome de uma sociedade mais justa, prometendo acabar com as desigualdades sociais. Tudo, também não passou engodo e provou, mais uma vez que estava em jogo a ânsia do ser humano de ter poder, governar, mandar, ser superior. Os regimes comunistas/socialistas sucumbiram todos com os seus sonhos e os seus líderes entraram para a história como governantes cruéis.
Paralelamente às ditaduras, governos déspotas e regimes socialistas/comunistas, os Estados Unidos da América, a Inglaterra, a França, a Alemanha, a Itália, a Espanha e o Japão se impuseram defendendo o capitalismo, baseado no modelo de Democracia. Esse modelo perdurou, ao longo do tempo, foi se adaptando a mini modelos (social democracia, neoliberalismo, socialismo liberal, etc.). Houve uma interrupção nesse processo pelas distorções causadas pelo Nazismo. Contudo, esse modelo, ainda vigente, pregado pelos Estados Unidos e pelo bloco da Europa, também se mostrou cruel, pois não minimizou as misérias humanas, as disputas bárbaras pelo poder e as desigualdades sociais.
O que mais preocupa, no entanto, com relação ao futuro da humanidade, diante do atual modelo econômico, ainda sob a liderança dos Estados Unidos e do Bloco Europeu, é o fato desses países ditos desenvolvidos estarem em situação precária financeiramente e dependentes das economias dos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Existe uma clara dependência, desses países, de recursos naturais que eles não mais possuem: petróleo, ferro, madeira, água doce em abundância e território. O outro fato preponderante com relação a esses países é que eles estão endividados por conta da emissão de excesso de papéis no mercado financeiro do mundo.
A discussão do FÓRUM DAS ÁGUAS tem que ser focada, em especial, em cinco pontos:
1 - A MINIMIZAÇÃO DAS DESIGUALDADES ATRAVÉS DE AÇÕES SOCIAIS (RESPONSABILIDADE SOCIAL) DAS EMPRESAS E DO PODER PÚBLICO;
2 – A DEFESA DAS RESERVAS NATURAIS BRASILEIRAS, EM ESPECIAL DOS NOSSOS LENÇÓIS DE ÁGUA DOCE (O FÓRUM DEFENDERÁ AS ÁGUAS DO ALTO RIO GRANDE E OS LENÇÓIS SUBTERRÂNEOS DO CIRCUITO DAS ÁGUAS);
3 – A EDUCAÇÃO E A CULTURA COMO MEIOS DE SE SAIR DA MISÉRIA – PROPOSTAS CONCRETAS;
4 – A MULHER COMO MODELO DE UM NOVO PARADIGMA SOCIAL;
5 – E A REINVENÇÃO DO ESPAÇO URBANO NAS IDEIAS DE JORGE LUIZ BARBOSA.
A CARTA DAS ÁGUAS não deverá ser um documento pré-determinado, mas um documento CONTUNDENTE a ser composto a partir das discussões do FÓRUM BRASILEIRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE CAXAMBU.
Pedro Paullo de Oliveira.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
CORAGEM, MEDO, COVARDIA E EXÍLIO
Marcelo Freixo, deputado estadual pelo PSOL do Estado do Rio de Janeiro, parece ser a bola da vez do crime organizado do seu estado. Ele presidiu a CPI das Milícias, em 2008 e, com muita coragem, levou-a até o final, não se intimidando com as ameaças e pressões sofridas. A CPI indiciou 225 pessoas entre policiais civis e militares, bombeiros e políticos.
Agora, contudo, diante da continuação do seu trabalho para salvar a população dos tentáculos de milicianos (diga-se policiais, ex-policiais, vereadores, assessores parlamentares, etc.) vê-se na mesma situação em que a Juíza Patrícia Acioli se encontrava antes de ser assassinada com mais de 15 tiros. Ele já recebeu diversas ameaças comprovadas de morte. O estado, contudo, mesmo sendo comunicado dessas ameaças que ele vem sucessivamente sofrendo, mostra-se inoperante para protegê-lo e à sua família. Assim, a Anistia Internacional se manifestou e ofereceu-lhe segurança no exterior.
Ora, parece que estamos voltando aos tempos da Ditadura Militar, quando compatriotas precisaram fugir para o exterior e pedir asilo em outros países para conseguir ficar vivos. Foi assim durante mais de 20 anos, de 1964 até as vésperas de 1985. Naquele tempo era o poder do estado que torturava e assassinava. Hoje, um poder negro, paralelo à nossa democracia e à liberdade dos cidadãos, está impondo o medo, o terror e a morte. O estado, munido de uma constituição democrática, mas corrompido nas suas bases, não consegue contrapor-se completamente a esse poder negro. Na maioria das vezes, esse estado, inoperante que é, faz de conta que está perpetrando algo, nada faz e acontece o que aconteceu com a Juíza Patrícia Acióli.
Marcelo Freixo e a sua família vão deixar o país rumo à outra nação onde viverão no anonimato para terem segurança. Considero que eles estão sendo exilados e da forma mais cruel possível. É inimaginável o sentimento dessa família ao deixar sua terra natal, seu país, rumo ao desconhecido por que um monte de bandidos os estão expulsando.
Eu sempre digo que a dor alheia só nos atinge quando faz jorrar o nosso sangue, quando olhamos ao redor e vemos nossos entes amados sofrendo as agruras de um sistema falho, corrupto e acovardado diante dos bandidos. Nesse instante, acordamos do torpor do dia a dia e gritamos ao mundo que estamos sofrendo. Contudo, o que precisamos fazer é nos unirmos para derrubar o poder dos bandidos, aqueles que destroem os nossos filhos com as drogas, obrigam-nos a construir grades imensas em nossas casas e não nos deixam andar em paz pelas ruas.
Pagamos para ter saúde, educação, lazer e segurança. Pagamos caro. Trabalhamos e pagamos para a Polícia Militar e Civil, para todo o Poder Judiciário e o Ministério Público e, infelizmente, para toda a classe política do Brasil.
Agora, contudo, diante da continuação do seu trabalho para salvar a população dos tentáculos de milicianos (diga-se policiais, ex-policiais, vereadores, assessores parlamentares, etc.) vê-se na mesma situação em que a Juíza Patrícia Acioli se encontrava antes de ser assassinada com mais de 15 tiros. Ele já recebeu diversas ameaças comprovadas de morte. O estado, contudo, mesmo sendo comunicado dessas ameaças que ele vem sucessivamente sofrendo, mostra-se inoperante para protegê-lo e à sua família. Assim, a Anistia Internacional se manifestou e ofereceu-lhe segurança no exterior.
Ora, parece que estamos voltando aos tempos da Ditadura Militar, quando compatriotas precisaram fugir para o exterior e pedir asilo em outros países para conseguir ficar vivos. Foi assim durante mais de 20 anos, de 1964 até as vésperas de 1985. Naquele tempo era o poder do estado que torturava e assassinava. Hoje, um poder negro, paralelo à nossa democracia e à liberdade dos cidadãos, está impondo o medo, o terror e a morte. O estado, munido de uma constituição democrática, mas corrompido nas suas bases, não consegue contrapor-se completamente a esse poder negro. Na maioria das vezes, esse estado, inoperante que é, faz de conta que está perpetrando algo, nada faz e acontece o que aconteceu com a Juíza Patrícia Acióli.
Marcelo Freixo e a sua família vão deixar o país rumo à outra nação onde viverão no anonimato para terem segurança. Considero que eles estão sendo exilados e da forma mais cruel possível. É inimaginável o sentimento dessa família ao deixar sua terra natal, seu país, rumo ao desconhecido por que um monte de bandidos os estão expulsando.
Eu sempre digo que a dor alheia só nos atinge quando faz jorrar o nosso sangue, quando olhamos ao redor e vemos nossos entes amados sofrendo as agruras de um sistema falho, corrupto e acovardado diante dos bandidos. Nesse instante, acordamos do torpor do dia a dia e gritamos ao mundo que estamos sofrendo. Contudo, o que precisamos fazer é nos unirmos para derrubar o poder dos bandidos, aqueles que destroem os nossos filhos com as drogas, obrigam-nos a construir grades imensas em nossas casas e não nos deixam andar em paz pelas ruas.
Pagamos para ter saúde, educação, lazer e segurança. Pagamos caro. Trabalhamos e pagamos para a Polícia Militar e Civil, para todo o Poder Judiciário e o Ministério Público e, infelizmente, para toda a classe política do Brasil.
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