segunda-feira, 2 de maio de 2011

A MORTE DE OSAMA BIN LADEN NÃO MUDA NADA

E por fala em heróis, os Estados Unidos estão comemorando a morte de Osama Bin Laden. Durante 10 anos o exército norte-americano caçou esse homem de forma implacável matando muitos inocentes nessa perseguição. Era questão de honra para os norte-americanos eliminarem o mentor do cruel e covarde atentado às Torres Gêmeas em Nova Iorque que ceifou a vida de quase 4.000 pessoas em 11 de setembro de 2001. Nessa caçada implacável certamente muito mistério existe, tal como existiu e ainda existe na prisão Guantánamo.

Não há o que se discutir quanto ao direito de se eliminar O Bin Laden. Nenhuma lei pode justificar o que ele e os seus seguidores fizeram. Contudo, o terrorismo está infestado de outros homens como ele, capazes de perpetrar atentados iguais ou piores que o de 11 de setembro. Com a morte de Osama não termina o terrorismo ou amaina a sanha dos terroristas.
Acredito, inclusive, que se abre, nesse momento, uma ferida e os grupos islâmicos radicais – que não representam a maioria do islamismo – certamente irão contra-atacar de forma sinistra e covarde novamente.
A Lei de Talião em disputas apaixonadas como a que move essa gente do Oriente Médio não deveria ser aplicada, pois só leva a uma infinita carnificina, onde a maioria das vítimas é inocente. Na guerra contra o terrorismo e do terrorismo contra os impérios, para cada soldado ou terrorista morto, três civis são sacrificados.

A mágoa que move os radicais islâmicos está no orgulho ferido de um povo que vive onde nasceu a civilização e que agora se sente humilhado pelos impérios do ocidente. Cada ser vivente naquelas terras do oriente sabe que o interesse das potências nas suas terras e no domínio da sua gente está, ainda, no “ouro negro”. Outra coisa que eles jamais aceitarão é a presença de Israel avançando cada vez mais sobre as suas fronteiras, plantando acampamentos de colonos e impondo sua força bélica.

A morte de Osama Bin Laden é apenas mais um capítulo de uma longa guerra que não começou no dia 11 de setembro de 2001 e não termina agora. Esta guerra do terrorismo contra as potências ocidentais e vice-versa ainda nos mostrará muitos enredos sangrentos e cruéis. Osama, como ator principal, deixou sua marca para sempre na história dos grandes líderes cruéis que chacinaram milhares de pessoas sem piedade. Contudo, antes de comemorar, os Estados Unidos deveriam repensar sua maneira de lidar com os demais países do mundo, respeitando o direito dos povos à sua soberania.

domingo, 1 de maio de 2011

OS HERÓIS ESTÃO MORTOS

Cresci acreditando em muitos heróis. Ensinaram-me nas escolas que Tiradentes era o símbolo da independência do Brasil – Liberdade ainda que tardia – O tempo passou e hoje sei que ele foi um personagem que, ao lado de homens que enriqueciam roubando da Coroa Portuguesa e nada faziam pelo povo oprimido e miserável, Tiradentes também fez fortuna e deixou seus herdeiros muito bem aquinhoados de bens. Quantos aos demais inconfidentes, foram homens que defendiam seus interesses econômicos e que queriam se livrar de Portugal para ficarem ainda mais ricos.

Sinto-me frustrado, pois descubro, na minha idade adulta, que os bandeirantes não passavam de homens cruéis, assassinos de índios, estupradores de índias, ladrões das riquezas das tribos indígenas e mercenários sem escrúpulos. Concluo que os jesuítas não passavam de agentes a serviço da coroa portuguesa e do enriquecimento da Igreja Católica; não respeitavam a cultura indígena e muito menos tentavam salvar os índios da extinção. Descubro, infeliz, que D. Pedro I não passava de um fanfarrão, obediente aos interesses da aristocracia do Brasil Império, viciado em prostitutas e que morreu de sífilis por conta disso. D. Pedro I, aliás, nunca gritou “Independência ou Morte”. Deveriam parar de ensinar isso nas escolas.

Depois, vem Duque de Caxias cantado em prosa, versos e telas de pintores empunhando sua espada em batalhas memoráveis. Liderou o exército brasileiro na Guerra do Paraguai. Contudo ai de nós se não fosse a ajuda da Argentina e do Uruguai. Foi uma covardia o cerco a Solano Lopes, pois o que se estava em jogo era a destruição da mais poderosa e independente nação da América Latina a mando da Inglaterra. Paraguai era, na época, um exemplo que não poderia ser seguido. Assim, a Inglaterra armou a Tríplice Aliança para destruí-lo.

E os heróis da República? Vejo um Marechal Deodoro da Fonseca proclamando uma república para defender os interesses da Inglaterra e dos Estados Unidos, o exército sufocando impiedosamente qualquer resistência ao novo regime e D. Pedro II sendo julgado sumariamente e expulso do país de forma humilhante.
É... Parece que os meus heróis estão todos mortos. Quanto mais eu pesquiso, quanto mais eu estudo, mais eu descubro que tentaram incutir-me falsos heróis, grandes homens, defensores da liberdade e da justiça que nunca existiram.

quinta-feira, 31 de março de 2011

BIG BROTHER BRASIL – CULTURA DO SEXO.

Big Brother Brasil... O título já é um acinte à língua brasileira. Quanto ao conteúdo pragmático?... Nenhum. Basta-nos relembrar os diálogos esdrúxulos dos participantes desse dito reality show para termos uma idéia da cultura pregada ali. As imagens transmitidas pelas câmeras espalhadas pela casa focam apelativamente as curvas sensuais das mulheres e os músculos dos homens. Não que isso não seja bonito e bom de ver. Claro que os nossos olhos gostam de apreciar a beleza física. Contudo, o que pasma nesse programa que este ano teve – ainda bem - a menor audiência de todos os tempos, é a importância que se tem dá à beleza física, sem importar o conteúdo interior das pessoas.

Maria venceu o Big Brother este ano. Parabéns a ela que embolsou uma fortuna e ainda vai embolsar muito mais quando sair nua na revista play boy e negociar entrevistas e patrocínios por conta da sua fama repentina. No entanto, fica aqui uma meditação acerca do que se propõe com esse programa na televisão: o que dá audiência, e a Rede Globo sabe disso, é sexo. Para quem ficou atento ao Big Brother deste ano, tal como nos dos anos anteriores, pode observar que o programa é um forte apelo ao sexo. Tanto é que quem faturou o prêmio este ano foi a "Maria".

Sexo é bom? Com certeza sim, e faz bem à saúde. Mas, programas de televisão, gerados por redes poderosas, não deveriam promover, emhorário nobre, a banalidade do sexo tal como o faz o Big Brother. A questão é complexa, pois o apelo sexual do programa é montado de forma sutil, dirigido por especialistas em segurar a atenção do telespectador de forma criar um clima favorável para que os patrocinadores garantam seus investimentos naquela rede de TV. Os valores morais e éticos, com isso, são deturpados e o programa, por ser apresentado em horário nobre e com muitos chamamentos durante a programação diária, crianças e adolescentes são envolvidos nessa teia de interesses, na proposta de um mundo onde vale as mulheres terem boca carnuda, belos seios, coxas grossas e bem torneadas, bumbum arrebitado e grande, dentes brancos e cabelos lisos; quantos aos homens deverão ser como Apolo, ou serão descartados.

A Maria não é culpada do baixo nível do programa. Ela fez – e bem – o que lhe foi proposto. Entendeu o recado, soube se impor no meio do grupo que jogava no mesmo tabuleiro e venceu a parada. Não estou aqui a criticar a vencedora, mas as razões que a levaram a vencer. Ela foi escolhida a dedo pela direção do programa em busca de audiência. Eles já sabiam, previamente, que ela já era famosa por se expor na mídia nacional e internacional de forma apelativa com relação ao sexo. Essa é uma opção dela e deve ser respeitada. - E olha que ela é bonita! - O que deve ser repensado é até onde irá a sanha de uma emissora de televisão em busca de audiência? Certamente não terá limites e o endeusamento do banal e da cultura pífia será levado aos extremos na busca da atenção dos telespectadores.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O HOMEM QUE AJUDOU A MANTER A ESTABILIDADE E A SALVAR A DEMOCRACIA NO BRASIL

Quando a história julgar verdadeiramente o Vice-Presidente José de Alencar deixará explícito nos seus anais o papel que ele teve na primeira eleição de Lula. Sem ele Lula jamais haveria de ter conseguido estabilizar a economia brasileira naqueles primeiros e conturbados momentos do seu governo. O Capital saia de nosso país em vôos à velocidade incalculáveis e foi ele, dono do maior império textil do mundo, que garantiu aos seus colegas empresários que tudo estava bem, que nenhum banqueiro ou industriário seria perseguido; garantiu que nenhuma empresa seria nacionalizada; e deu certeza que o Brasil honraria seus compromissos internos e internacionais.

Homem de persoanlidade forte, forjada na lida diária para vencer num mundo globaolizado e cruel, não hesitou em destoar da política econômica comandada por Palocci, onde os juros exorbitantes cobrados no Brasil inviabilizava o nosso desenvolvimento. Mas, solidário a Lula, entendeu o momento pelo qual passava a nossa economia e se calou, não sem antes, mais uma vez, expressar seu descontentamento.

Nunca escondeu sua a origem humilde e a sua história sofrida até se tornar o magnata da indústria têxtil. Nos seus dicursos, desde o início da sua carreira política, sempre demonstrou orgulho de ser mineiro e que estava político para contribuir com o povo sofrido do Brasil. Ele conhecia bem o sofrimento para ganhar o pão de cada dia, principalmente tendo escolhido Montes Claros para sediar seu império industrial.

Durante o escâdalo do mensalão no governo Lula, quando se falava em impeachment do presidente, José de Alencar foi essencial para manter a estabilidade política. Acredito que quem sem ele como vice de lula o impeachment teria ocorrido novamente no Brasil, tal como no tempo do governo Collor. Dois fatores foram preponderantes para que não houvesse o impeachment: os políticos, tanto do Senado quanto da Câmara dos Deputados, sabiam que tirando Lula fariam-no um herói; esses mesmos políticos também tinham consciência de que o vice-presidente poderia ser mais pragmático do que o presidente a ser deposto. Preferiram manter o metalúrgico de origem miserável do que arriscar a colocar o industrial de origem humilde.

Vou sempre me lembrar dele discursando na inauguração da Cidade Administrativa TAncredo Neves em Belo Horizonte. Eu estava lá representando a minha cidade e pude presenciar José de Alencar discursando por mais de 40 minutos. Foi um memorável discurso onde ele exaltou, principalmente, a ética na política. Naquele mometo eu percebi que José de Alencar já estava imortalizado.

Quanto à sua luta em desfavor do câncer que o consumiu por mais de 13 anos, há pouco que se falar aqui, pois todos nós a acompanhamos pelas emissoras de televisão. Foi uma luta inglória, mas heróica, digna de ser cantada por todos os tempos em homenagem à vida e ao desejo de servir a um ideal.

Acredito que ele, agora, descansa no panteão dos grandes heróis desse nosso Brasil. Ainda bem que lhe prestaram merecidas homenagens, homenagens de heróis da patria, pelo que fez, pelo que foi.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O FIM DE UMA ERA

A história nos ensina que nenhum poder na terra é eterno. Os impérios nascem, crescem, se impõem e, depois, desmoronam. Esse desmoronamento pode ser gradual ou catastrófico, a depender das estruturas das suas instituições. Sim. Os impérios são formados por instituições, sejam elas dentro de regimes autoritários ou democráticos. As instituições funcionam como alicerces desses impérios e são formadas pelos bancos, indústrias, grandes produtores agrícolas e os órgãos e autarquias dos governos responsáveis pela arrecadação dos impostos que se reverterão para a manutenção da máquina administrativa e em obras e tecnologias. O exemplo ainda recente dessa divisão de poder entre impérios está na separação do mundo, depois da Segunda Guerra Mundial, entre a União Soviética e os Estados Unidos da América. De um lado, a União Soviética, formada por diversos países no entorno da Rússia, comandava, ainda, outras regiões do planeta, tais como: Cuba, China, a antiga Alemanha Oriental e a Polônia. Do lado ocidental, como se convencionou dizer, os Estados unidos influenciavam o resto do planeta, pregando que o comunismo era a obra personificada de satã. Cada um dos dois impérios se armou e evoluiu belicamente de forma espantosa para se defender de um possível ataque um do outro. Essa disputa de tecnologia bélica, a paranóia que se instalou no planeta pelo medo de uma guerra entre os dois impérios levou o mundo a um desenvolvimento relâmpago e espantoso, nunca dantes visto pela humanidade. A disputa promovida entre eles pela supremacia nas viagens espaciais levou a humanidade a desenvolver quase toda a tecnologia de informática que hoje existe e até mesmo a tecnologia dos telefones móveis. O resto veio pela ciência das armas de guerra.

Todo desenvolvimento que se promove para os povos tem um custo. O custo maior dessa disputa pelo poder entre os dois impérios no Sec. XX custou não uma guerra direta entre eles, mas na promoção de várias guerras nos países considerados menos desenvolvidos ou subdesenvolvidos. Nações que antes eram colônias da França, da Inglaterra ou de Portugal passaram a ser alvos da ganância desses dois impérios que passaram a financiar guerras nos seus territórios, cada um tentando impor sua política segundo seus interesses econômicos. Com isso, povos inteiros na África foram dizimados e passaram a viver em desigualdades sociais, pobrezas extremas e sob ditaduras longas, cruéis e corruptas. No Oriente Médio e Norte da África foi onde esses dois impérios mais investiram suas ações bélicas na disputa pelo controle dos ricos poços de petróleo que lá existiam e “ainda hoje existem”. Ditaduras longas como as de Saddam Hussein, Osni Mubarak e Muamar Kadafi nasceram dessa disputa e apoiadas financeira e belicamente por eles.

Mas como nada é para sempre nesta terra de plantas, homens, animais e pedras, o império soviético ruiu e a maioria dos países que formavam o seu eixo se emancipou, mantendo, mais ou menos, as estruturas deixadas pelos seus algozes. Os Estados Unidos conservaram a sua supremacia bélica e econômica por conta da queda da União Soviética, mas passaram a dividir parte dos bônus captados pelo mundo com a França, o Reino Unido, a Alemanha, a Espanha, o Canadá e, em especial, com Israel.
A queda da União Soviética abriu espaços para que países como a China, copiando e aperfeiçoando tecnologias, e com mão de obra barata – quase escrava – evoluísse, tornando-se um mercado consumidor e exportador poderoso. Nessa esteira, com menos poder, tendo em vista as peculiaridades locais, surgiram como potências emergentes o Brasil, a Índia e o Chile. Ao mesmo tempo outros países se insurgiram contra o poder dos Estados Unidos, entre eles a Venezuela, A Coréia do Norte e o Iran.

Em 2008 enfim estourou a bolha financeira nos Estados Unidos. Bilhões sem lastros jogados no mercado imobiliário e garantidos através de balanços fictícios das empresas e bancos surgiram negativamente sobre a maior economia do mundo e, em efeito dominó, espalhou-se pelo mundo, principalmente no Japão, França e Inglaterra. O mundo se preparou para uma nova quebradeira, tal como aconteceu em 1929 com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Naquele tempo a depressão que se espalhou foi aterrorizante, levou a maioria das empresas à bancarrota e muitos seres humanos ao suicídio. Mas, na crise imobiliária de 2008, o mundo estava mais preparado e países como a China, o Brasil e até mesmo as grandes potências da Europa interferiram nas suas economias através do estado, injetando recursos nas instituições para mantê-las erguidas e fortes. Afinal, são as instituições que mantêm o estado.

Assim, a supremacia norte-americana não existe mais. O mundo globalizado terminou. O que existe, agora, é o MUNDO SOCIALISADO. Um mundo onde as pessoas se comunicam em tempo recorde e os grandes líderes não existem mais. Claro que a nação norte-americana ainda é uma grande potência bélica – a maior do mundo -; a economia dos Estados Unidos ainda é a mais poderosa do planeta. Contudo, esse país tem uma dívida interna monstruosa, está com uma alta taxa de desemprego e uma grande parte das suas instituições estão sob suspeita, principalmente aquelas inseridas no mercado financeiro.

Surgirão outros grades impérios para dividir o comando do mundo, tal como no passado coexistiram Estados Unidos e União Soviética? Não creio. Claro que países como a França, Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha, Canadá e mesmo Rússia e Estados Unidos continuarão a dar suas cartas pelo mundo afora, sempre defendendo os interesses das suas empresas espalhadas pelos demais países do planeta. Contudo, terão que engolir, cada vez mais, a presença do Brasil, da China, da Índia, do Chile e da Venezuela. Os países do Norte da África e do Oriente Médio infelizmente continuarão a serem alvos de disputas locais pelo poder, e da ganância dos antigos impérios, mesmo derrubando seus ditadores antes apoiados por esses impérios.

Uma nova era se inicia no mundo e a prova disso são que os ditadores dos países produtores de petróleo estão caindo. Eles estão sozinhos, apodrecidos no poder e sem os antigos apoios dos dois grandes impérios. Outro fato relevante na história recente da humanidade foi a vinda de Barack Obama ao Brasil e, depois a sua ida ao Chile e Nicarágua. O Presidente dos Estados Unidos, nessa viagem, reconheceu a nova ordem mundial e sabe que nesses países, em especial o Brasil, está a salvação do seu voraz mercado consumidor e produtor. Contudo, dentro dessa nova ordem, nós brasileiros teremos que ser pragmáticos e defender nossas riquezas com unhas e dentes, vender nosso peixe pelo preço justo e comprar o que eles vendem dentro de uma ótica de mercado competitiva.

segunda-feira, 21 de março de 2011

UMA REFLEXÃO FRIA E SÉRIA SOBRE A VINDA DE OBAMA AO BRASIL

Andei refletindo sobre a recente, pomposa e imperial visita de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América, ao Brasil. Observei que Obama é um homem extremamente preparado para se apresentar diante de grandes plateias, sejam elas de pobres ou de ricos, cultos ou incultos, felizes ou infelizes. Como não poderia ser diferente, ele tem o poder de cativar o público à sua volta, dotado de um carisma nativo, talvez até genético. Observei que os seus gestos, em cada um dos seus discursos aqui no Brasil, eram totalmente calculados, e a sua fala fluía a partir de tópicos que ele e sua equipe de marketing escolheram previamente. Ele citou Juscelino Kubitschek, Vinícius de Moraes, Jorge Benjor, Paulo Coelho, a Ditadura Militar e, entre outros assuntos e personagens, enfatizou, por diversas vezes, a figura da Presidenta Dilma Rousseff. Lula, “o cara”, contudo, não foi citado e muito menos compareceu aos eventos da visita de Obama no Brasil. Qual teria sido a razão? Simples: como o grande líder que ele foi e ainda é, poderia ofuscar a imagem de Barack Obama e a de Dilma Rousseff.

O que está exposto acima é apenas o fio da meada dessa caminhada de Barack Obama pela América Latina e Central. Para se entender essa estratégia norte-americana precisamos compreender que o mundo está se transformando e à velocidade da internet e é através da internet que os Estados Unidos estão promovendo suas revoluções pelo mundo, lançando mensagens que se espalham e incentivam a revolução em determinados países. Essa é a verdade. Barack Obama até citou algo parecido em um dos seus discursos quando afirmou que uma ideia nasce do nada numa rua, se espalha pela cidade e logo se torna uma bandeira que pode transformar a sociedade.
O povo norte americano é nacionalista ao extremo. Eles dão a vida pela honra e a glória de seu país. Quanto a isso não ha dúvida, bastando examinar a história das guerras que eles perpetraram ou participaram. Seus soldados lutam como loucos pela vitória, tendo sempre em mente a bandeira de seus pais. Muito cedo, nas escolas e em todos os movimentos cívicos, as crianças aprendem a adorar seu país acima de qualquer outra coisa. – O Brasil tentou copiar essa paixão nos tempos da Ditadura Militar, impondo nas escolas a obrigatoriedade do hasteamento da Bandeira, o canto o Hino Nacional, as comemorações cívicas com pompas de nacionalismo exacerbado e frases de efeito tais como: “Brasil, ame ou deixo-o”. –

Ora, ainda precisamos tirar uma lição desta visita de Obama ao Brasil: ele vem ao nosso país num momento difícil da política internacional e da liderança dos Estados Unidos perante o mundo. A nação norte-americana ainda é a maior potência bélica e financeira do planeta. Nenhuma mudança importante aconteceu no mundo sem que eles tomassem conhecimento ou tivessem participação. Assim ainda será por muito tempo. Baseado nessa premissa, entendo que a administração vê com bons olhos a ascensão do Brasil no cenário político internacional e aproveita para lançar aqui a imagem de um presidente pop star, um líder carismático e que, tal colo o ex-presidente Lula, de descendência humilde. Essa “coisa” do ser humano que deixa os bolsões de pobreza e, por méritos pessoais, consegue vencer e se tornar um herói, cativa as multidões. – Só não faz bem às classes nobres dominantes que são obrigadas a engolir líderes dessa natureza. -

Algumas pessoas, movimentos sociais e cientistas políticos devem estar se perguntando do por que ele não levantou aqui no Brasil, um país de múltiplas raças, a bandeira da raça negra, contentando-se apenas em citar que, tal como eles lá do norte, somos tolerantes com essa mistura de fenótipos. Com certeza isso também foi pensado por ele e sua equipe. No entanto, levantar bandeiras de raças não era a função de Obama no Brasil. A sua função aqui era de firmar a imagem dos Estados Unidos da América com a nação mais poderosa do mundo e de mostrar um presidente carismático, bondoso, defensor dos direitos civis pelo mundo e que, para isso, não hesita, mesmo longe de casa em ordenar os bombardeios sobre as forças líbias de Kadafi em conjunto com a França, Reino Unido, Canadá e Itália.

O Brasil em breve será uma das maiores potências mundiais em combustível, sejam eles derivados do petróleo do Pré-sal ou das usinas de álcool espalhadas pelo país todo. De olho nessa certeza, Barack Obama veio nos oferecer ajuda financeira na exploração do Pré-sal e troca de tecnologia na produção de combustível natural. Destarte, é óbvio que eles querem o Brasil como parceiro. Mas eles nunca deixarão de ser pragmáticos quanto aos seus interesses. O nacionalismo dos norte-americanos é de berço e eles nunca deixarão de olhar o Brasil como uma nação inferior, mesmo admitindo nossos avanços em todas as áreas, tal como citou o próprio Barack Obama diversas vezes em seus discursos, em especial para o fato de que nos últimos anos milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza em nosso país.

Para finalizar, outro ponto da visita de Barack Obama no Brasil pairou na nossa reivindicação por um assento permanente na ONU. Não acredito que eles apoiem essa bandeira do Brasil. Nossa política externa quanto à intervenção em outros países em crise ou em guerra é quase sempre de neutralidade e isso não agrada os diplomatas das grandes potências. O último exemplo dessa neutralidade foi a abstenção do Brasil junto à ONU na decisão de intervir militarmente na Líbia. Lógico que outros países também se abstiveram, tal como a Alemanha e a Rússia. Mas eles já têm suas cadeiras permanentes na ONU.

sexta-feira, 18 de março de 2011

HAVERÁ SOLUÇÃO UM DIA PARA OS CONFLITOS ENTRE OS JUDEUS DE ISRAEL E A OUTRA GRANDE PARTE DO POVO DO ORIENTE MÉDIO?

Atitudes duras, tal como a que estamos tomando conhecimento através da imprensa mundial onde Israel fecha fronteiras em Jerusalém, com vários matizes e tendências, é a forma mais clara de mostrar o poder dos judeus sobre os povos da região do Oriente Médio, em especial sobre os palestinos. Como se não bastassem as comunidades judias impostas na marra sobre os palestinos, com acampamentos e colonos em territórios antes ocupados por muçulmanos, o govrno de Israel impede a livre passagem dos palestinos por territóriso considerados sagrados para eles, incluindo a cidade de Jerusalém.

Nunca haverá uma solução pacífica para a emblemática disputa entre judeus e palestinos enquanto a paixão e a desonra de vários povos estiverem sobre júdice e em detrimento de uma nação que subjuga as demais pelo poder das armas.

Muito menos acredito que haverá paz entre judeus e palestinos, enquanto Israel não for impedido de perpetrar ataques bélicos desproporcionais, tal como o que quase destruiu todo o norte do Líbano; não haverá paz enquanto Israel continuar invadindo territórios de outros países e tomando-os para si; não haverá paz enquanto os Estados Unidos continuarem a apoiar qualquer ação no sentido de dominar o controle do petróleo abundante no Oriente Médio; e não haverá paz, também, enquanto muitos dos movimentos islâmicos não entenderem que existem outras formas de lutar pelos direitos, que podem até ser através das lutas armadas, tal como ocorreu na Tunísia e no Egito.

NAYRA E O CHAVELHO DE ESPINHOS NA FAIXA DE GAZA

" Esses pequeninos, cheios de sonhos, sonhos que embalam o mundo, distantes das       ambições e da crueldade dos homens e mulheres que...