Tenho tentado compreender e sintetizar na minha mente como ocorreram as mortes de Muamar kadhafi e do seu filho Muatasim. Li as explicações do líder dos rebeldes líbios, Omran el Oweib, um engenheiro elétrico que se tornou militar e afirmou ser ele o responsável. Ele assegurou, na sua declaração, que kadhafi estava escondido em uma galeria de esgoto e foi arrastado de lá pelos rebeldes enfurecidos. Disse que pediu aos soldados que não o matassem. Contudo – declarou - Kadhafi já estava ferido, caminhou dez passos e caiu. Daí em diante, continuou a falar o líder rebelde, nada pôde fazer pela vida do ex-ditador, mas ainda tentou salvá-lo levando-o para um hospital.
Os próprios soldados rebeldes filmaram a carnificina e espalharam as imagens pelo mundo através do twitter. O que se viu foi um show de horror ao bom estilo dos filmes da saga de sexta feira 13, como se mostrar ao mundo cenas dessa ordem fosse contribuir realmente para a democracia. Repito o que já disse anteriormente: a forma como estão sendo conduzidas as revoluções no norte da África e nos demais países do Oriente Médio lembra a Revolução Francesa no seu pior período; lembram, ainda, a instalação do comunismo na Rússia e nos demais países do mundo. Foi uma crueldade e uma carnificina geral.
Que foram os rebeldes líbios que mataram o ex-ditador líbio e seu filho na última quinta-feira não resta nenhuma dúvida. O que me pergunto é como ocorreram essas mortes e até onde eles, os rebeldes, esconderão a verdade.
Os corpos de Muamar Kadhafi e do seu filho Muatasim ainda estão aguardando as decisões sobre como serão enterrados e apodrecem em um contêiner. As pessoas fazem filas para vê-los, tapam os narizes e gritam; ”Deus é grande!”
Diante das últimas declarações do ex-premiê espanhol, até que a morte de Kadhafi foi um alívio para muita gente, gente grande, líderes poderosos. O ex-premiê andou falando que o ex-ditador era extravagante, mas era um “bom amigo”. Essa frase, vinda de um ex-líder europeu, soou dolorida aos ouvidos de toda a Europa e aos Estados Unidos. Assim, melhor que ele tenha morrido que a dar explicações em um tribunal onde, certamente, relembraria os bons tempos, nem tão distantes, dos acordos com a França, com a Espanha, com a Inglaterra e, principalmente, com os Estados Unidos.
Obama, ruim nas pesquisas pela derrocada da economia norte americana, adiantou-se, hoje, em reafirmar o papel libertador dos Estados Unidos, além de ser a nação defensora da democracia e o país mais poderoso do mundo. Disse, ainda, que, sob seu governo, foi eliminado Osama Bin Laden e Muamar kadhafi, o povo líbio foi libertado e os soldados do seu país deixarão o Iraque em breve. Duvido que essas declarações melhorem a imagem do primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
Agora, que esses líderes europeus e a Casa Branca estão se lixando para os povos desses países em estado de convulsão social e guerra civil, é a pura verdade. Só tomam atitudes, como mandar suas forças armadas para essas regiões, quando estão em jogo seus interesses naquelas regiões. Por que não bombardeiam, também, o palácio do governo da Síria, quando estão ocorrendo fatos semelhantes naquele país aos que ocorreram no início da revolução na Líbia? Outros países da África passam pelo mesmo processo e estão esquecidos por esses líderes, além de ostentarem um multidão de miseráveis passando fome.
O que estamos assistindo, além, é claro, das imagens horrendas de Muamar Kadhafi morto, é o início de uma nova ordem mundial e é bom que prestemos atenção. Nessa ordem os meios usados para se estabelecer e derrubar governos serão sutilmente espalhados através das redes sociais. Depois, se necessário for, homens e mulheres, repetindo ações perpetradas pela humanidade em todas as revoluções, farão o resto empunhando armas.
Essas revoluções costumam funcionar com síndromes. Elas vão se espalhando num crescendo, criando novos pensamentos, novas ordens. De um país passam para outro e para outro e vão derrubando governos que até então se achavam intocáveis e infalíveis. Vamos esperar para ver no que vai dar tudo isso. Por aqui, no Brasil, a única revolução que estamos precisando fazer é para exterminar a corrupção enraizada como praga, como erva daninha em todos os meios de governo. Para isso temos as REDES SOCIAIS.
NÃO ME APEGO AOS BENS MATERIAIS, POIS NÃO PODEREI LEVÁ-LOS PARA ONDE EU FOR NO FINAL DA MINHA VIDA.
sábado, 22 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
CARNIFICINA A LA KADHAFI
Quem conseguir acessar os vários vídeos postados na internet de ontem para hoje mostrando a captura, os atos de violência e o assassinato de Muamar Kadhafi vai compreender o valor da vida humana, a pequinês do ser humano e que todos somos, na grande maioria, animais sádicos. Foi algo estarrecedor a forma como Kadhafi foi capturado, inicialmente com dois tiros nas pernas; depois, foi arrastado, com sangue jorrando para todos os lados, por uma multidão insana que gritava "Deus Existe"; logo a seguir, entre gritos desconexos, ele foi torturado e executado. Mais tarde, ele e seu filho, ambos mortos, foram apresentados ao mundo como troféus. As Câmeras fcalizaram, enfim, o ditador morto.
Disso tudo é preciso tirar uma reflexão muito séria. Esses atos mundo afora estão a lembrar a carnificina promovida pela Revolução Francesa, inclusive, guilhotinando seus principais líderes, além de toda a corte, incluindo os filhos, ainda crianças, do monarca. Lembram, ainda, vagando pela história, as atrocidades promovidas por Lenin e Stalin no início do regime comunista na Rússia em nome de uma sociedade mais justa e igualitária e tudo não passou de uma balela, pois a maioria do povo continuou na miserabilidade. Mesmo assim, depois, em nome disso tudo, formaram a poderosa a União Soviética ao custo de invasões e guerras com os países vizinhos. Esses atos atuais lembram a queda do Regime fascista na Itália, com a execução de Mussolini e de todos quanto o apoiavam. A reflexão deve pousar sobre quem está promovendo todas essas ditas "REVOLUÇÕES" e as razões por trás de tudo isso. A multidão insana, a exemplo de outros tempos, promoveu atos atrozes. Mas, no final das contas, ela será relevada mais uma vez, colocada no seu devido lugar e alguém e alguns se beneficiarão da queda e morte de Muamar Kadhafi. os líderes do Ocidente já se adiantaram em elogiar a morte do ditador da Líbia, dizendo que chegou ao fim um regime cruel de mais de 40 anos. Contudo, eles não citam que por mais de 30 anos a maioria deles apoiou o ditador cruel. Ainda durante o ano de 2010, Muamar Kadhafi desfilou livremente por Roma.
Ora, os grandes chefes que apoiavam Kadhafi de repente viraram-lhe a costas. Sarkozy, o Presidente pop da França, casado com a bela modelo, logo que sentiu os ventos desfavoráveis ao ditador da Líbia, se adiantou e exigiu que a OTAN assumisse os ataques aéreos na guerra contra Kadhafi. Chegou a ameaçar um ataque da França, mesmo sem o apoio da OTAN, caso ela não assumisse o comando internacional dos bombardeios. Ao mesmo tempo, José Maria Aznar, ex-premier da Espanha, num discurso feito para estudantes da Universidade de Nova Yorque, criticou os ataques aéreos à Líbia por parte da OTAN e afirmou: “Kadhafi apoiou a luta do Ocidente contra o terrorismo. Kadhafi é um amigo extravagante, mas ele é um amigo”. Aznar, que governou a Espanha de 1996 a 2004, com essas palavra, sintetizou bem a situação na Líbia. O ditador cruel, chamado Muamar Kadhafi, serviu bem aos interesses das poderosas (hoje nem tanto) nações a Europa por, aproximadamente, 40 anos.
Ora, os grandes países da Europa e os Estados Unidos, mais uma vez criaram um monstro (como na estória do Médico e o Monstro) e, não mais conseguindo controlá-lo, trataram de eliminá-lo. Indubitável conclusão!
Muamar Kadhafi acabou de ser vítima do seu próprio veneno. Foi cruel e implacável durante mais de 40 anos, exibindo força, poder e esperteza nas suas negociações. Mandou executar, sem piedade, seus opositores e ensinou seus filhos a serem como ele. Sua prole pagou da mesma forma e foi cruelmente exterminada pela multidão desvairada, violenta e incentivada pelas grandes e poderosas nações.
O primeiro Ministro da França disse, hoje, que o povo líbio está de parabéns, merece respeito e saberá se reerguer, pois tem potencial para isso. Que assim seja e que o exemplo do Iraque e do Afeganistão não se repita na Líbia. Acima de tudo que as imagens de carnificina espalhadas pelo mundo e promovidas pelos rebeldes líbios não sirvam de exemplo a outros povos e nem incentive, ainda mais, as nações do Ocidente a promoverem guerras insanas pelo mundo para defender apenas seus interesses.
Disso tudo é preciso tirar uma reflexão muito séria. Esses atos mundo afora estão a lembrar a carnificina promovida pela Revolução Francesa, inclusive, guilhotinando seus principais líderes, além de toda a corte, incluindo os filhos, ainda crianças, do monarca. Lembram, ainda, vagando pela história, as atrocidades promovidas por Lenin e Stalin no início do regime comunista na Rússia em nome de uma sociedade mais justa e igualitária e tudo não passou de uma balela, pois a maioria do povo continuou na miserabilidade. Mesmo assim, depois, em nome disso tudo, formaram a poderosa a União Soviética ao custo de invasões e guerras com os países vizinhos. Esses atos atuais lembram a queda do Regime fascista na Itália, com a execução de Mussolini e de todos quanto o apoiavam. A reflexão deve pousar sobre quem está promovendo todas essas ditas "REVOLUÇÕES" e as razões por trás de tudo isso. A multidão insana, a exemplo de outros tempos, promoveu atos atrozes. Mas, no final das contas, ela será relevada mais uma vez, colocada no seu devido lugar e alguém e alguns se beneficiarão da queda e morte de Muamar Kadhafi. os líderes do Ocidente já se adiantaram em elogiar a morte do ditador da Líbia, dizendo que chegou ao fim um regime cruel de mais de 40 anos. Contudo, eles não citam que por mais de 30 anos a maioria deles apoiou o ditador cruel. Ainda durante o ano de 2010, Muamar Kadhafi desfilou livremente por Roma.
Ora, os grandes chefes que apoiavam Kadhafi de repente viraram-lhe a costas. Sarkozy, o Presidente pop da França, casado com a bela modelo, logo que sentiu os ventos desfavoráveis ao ditador da Líbia, se adiantou e exigiu que a OTAN assumisse os ataques aéreos na guerra contra Kadhafi. Chegou a ameaçar um ataque da França, mesmo sem o apoio da OTAN, caso ela não assumisse o comando internacional dos bombardeios. Ao mesmo tempo, José Maria Aznar, ex-premier da Espanha, num discurso feito para estudantes da Universidade de Nova Yorque, criticou os ataques aéreos à Líbia por parte da OTAN e afirmou: “Kadhafi apoiou a luta do Ocidente contra o terrorismo. Kadhafi é um amigo extravagante, mas ele é um amigo”. Aznar, que governou a Espanha de 1996 a 2004, com essas palavra, sintetizou bem a situação na Líbia. O ditador cruel, chamado Muamar Kadhafi, serviu bem aos interesses das poderosas (hoje nem tanto) nações a Europa por, aproximadamente, 40 anos.
Ora, os grandes países da Europa e os Estados Unidos, mais uma vez criaram um monstro (como na estória do Médico e o Monstro) e, não mais conseguindo controlá-lo, trataram de eliminá-lo. Indubitável conclusão!
Muamar Kadhafi acabou de ser vítima do seu próprio veneno. Foi cruel e implacável durante mais de 40 anos, exibindo força, poder e esperteza nas suas negociações. Mandou executar, sem piedade, seus opositores e ensinou seus filhos a serem como ele. Sua prole pagou da mesma forma e foi cruelmente exterminada pela multidão desvairada, violenta e incentivada pelas grandes e poderosas nações.
O primeiro Ministro da França disse, hoje, que o povo líbio está de parabéns, merece respeito e saberá se reerguer, pois tem potencial para isso. Que assim seja e que o exemplo do Iraque e do Afeganistão não se repita na Líbia. Acima de tudo que as imagens de carnificina espalhadas pelo mundo e promovidas pelos rebeldes líbios não sirvam de exemplo a outros povos e nem incentive, ainda mais, as nações do Ocidente a promoverem guerras insanas pelo mundo para defender apenas seus interesses.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A MORTE E AS MORTES DE MUAMAR KHADAFI E O NOVO TEMPO QUE SE INICIA.
Muamar Khadafi assumiu o poder na Líbia em 1969 com apena 27 anos de idade através de um golpe militar (de golpes militares o Brasil entende bem e sofreu com um por mais de 20 anos no mesmo periodo). Era uma época atípica no mundo, onde imperava a Guerra Fria e Muamar Khadafi soube se aproveitar dessa situação e se impor diante dos países, especialmente com o dinheiro produzido pelo petróleo. Aceitou o apoio de várias nações do Ocidente. Ao mesmo tempo, financiou o terrorismo e impôs ao seu povo uma ditadura que gerou riquezas e misérias.
Muamar Khadafi não foi diferente de nenhum grande ditador. Nem foi diferente dos Generais Médici e Geisel do Brasil(os dois mais crueis comandantes da Ditadura Militar Brasileira). Por 40 anos, Muamar Khadafi se manteve no poder impondo um regime cruel e de exceção ao seu povo. Apoiou ataques terroristas em massa contra Israel e Arábia Saudita. Era tido como um pária pelos Estados Unidos tendo em vista seus métodos pouco convencionais de praticar política e se impor no poder. Contudo, os Estados Unidos, no mesmo período vivia em cheque por uma guerra malfadada contra o Vietname e o apoio a ditaduras crueis em países da África e da América Latina, em especial, no Brasil, no Chile e na Argentina. Na verdade os Estados Unidos estava - como está até hoje - acendendo uma vela para Deus e outra para o diabo. Da mesma forma, agiam outros países do Ocidente, entre eles a Inglaterra, a França, a Espanha e a Itália.
Ora, o petróleo ainda é o combustível do mundo e a Líbia está entre os maiores produtores mundiais, ao lado da Arábia Saudita, Iraque, Síria e outros pequenos países do Oriente. Falar que o ouro negro é uma das razões de todo esse imbróglio é explorar um assunto por demais discutido e provado. Assim, o petróleo está na linha de frente das razões que estão levando às quedas do ditadores árabes.
A forma como se iniciam essas revoluções que culminam na derrocada de impérios e ditaduras, é que mudou. Graças aos gênios criadores do Facebook, messenger e, principalmente, a Steve Jobs, essas revoluções se iniciam através das chamadas "REDES SOCIAIS". Mas, onde será que elas começam? Esta é uma boa pergunta. Tenho a minha opinião formada e afirmo que elas começam nos Estados Unidos, em algum lugar do Pentágono ou da Casa Branca. Assim, tem sido muito mais barato derrubar um governo que não mais atende aos interesses da América do Norte.
Afinal, também, esses países (E.U., Inglaterra, França, Espanha, Itália, etc.)estão pagando um alto preço por explorar e financiar os países do terceiro mundo, como eles passaram a designá-los. Suas economias, dependentes de capitais voláteis, nas mãos de banqueiros e especuladores, foram implodidas, o que, por incrível que pareça, beneficiou países como o Brasil, a China, a Índia, o Chile e, ate mesmo, a Venezuela do amaldiçoado Hugo Chaves ( que já não é mais um problema para os Estados Unidos, pois está com pouco meses de vida pela frente).
A "Revolução através das Redes Sociais se impôs e, através dela, caiu uma ditadura no Egito (mas parece que o tiro saiu pela culatra, pois os militares de lá, que tomaram o poder, estão meio esquisitos e já andam rompendo com os vizinhos apoiadores das potências mundiais). Através das redes sociais caíram, também, outros governos ditadores árabes e está por cair o governo da Síria. Se os resultados que o Ocidente espera dessas quedas será o esperado, só o tempo dirá. Eu, pessoalmente, não acredito em um resultado favorável a eles e o exemplo está muito claro no Iraque e no Afeganistão onde a pobreza aumentou e a guerra civil continua.
Muamar Khadafi está morto. Foi, depois de caçado como um cão raivoso, abatido de forma humilhante, enfiado em um buraco, tal como Saddam Russem. Segundo seu algoz, um jovem das forças rebeldes da Líbia, ele pediu para não se morto. Ma o trofeu não era levá-lo vivo. Foi morto com dois tiros nas pernas e outros na cabeça. Não há que se discutir a sua morte ou a forma como ela foi executada e se foi ordenada. Nas revoluções morrem gente dos dois lados e Muamar Khadafi, no momento, para o seu povo era o pária, o carrasco e o demônio a ser exterminado. O que o mundo precisa saber, a partir de agora, é se o povo da Líbia continuará a ter o apoio dos Estados Unidos e dos seus "países amigos", todos quebrados financeiramente.
Enfim, os Muamar Khadafi árabes, que nasceram sob os auspícios dos países que hoje os derrubam, estão se extinguindo e, em sua maioria, sendo mortos. É o sintoma de um novo tempo? Claro que sim. Mas, que tempo será esse, não pensem os Estados Unidos e os seus amigos que serão os mesmo daqueles em eles davam todas as ordens e todo o mundo obedecia. Esse novo tempo ainda é uma incógnita. Contudo, países como o Brasil, a China e Índia terão um papel preponderante nesse "NOVO TEMPO".
Muamar Khadafi não foi diferente de nenhum grande ditador. Nem foi diferente dos Generais Médici e Geisel do Brasil(os dois mais crueis comandantes da Ditadura Militar Brasileira). Por 40 anos, Muamar Khadafi se manteve no poder impondo um regime cruel e de exceção ao seu povo. Apoiou ataques terroristas em massa contra Israel e Arábia Saudita. Era tido como um pária pelos Estados Unidos tendo em vista seus métodos pouco convencionais de praticar política e se impor no poder. Contudo, os Estados Unidos, no mesmo período vivia em cheque por uma guerra malfadada contra o Vietname e o apoio a ditaduras crueis em países da África e da América Latina, em especial, no Brasil, no Chile e na Argentina. Na verdade os Estados Unidos estava - como está até hoje - acendendo uma vela para Deus e outra para o diabo. Da mesma forma, agiam outros países do Ocidente, entre eles a Inglaterra, a França, a Espanha e a Itália.
Ora, o petróleo ainda é o combustível do mundo e a Líbia está entre os maiores produtores mundiais, ao lado da Arábia Saudita, Iraque, Síria e outros pequenos países do Oriente. Falar que o ouro negro é uma das razões de todo esse imbróglio é explorar um assunto por demais discutido e provado. Assim, o petróleo está na linha de frente das razões que estão levando às quedas do ditadores árabes.
A forma como se iniciam essas revoluções que culminam na derrocada de impérios e ditaduras, é que mudou. Graças aos gênios criadores do Facebook, messenger e, principalmente, a Steve Jobs, essas revoluções se iniciam através das chamadas "REDES SOCIAIS". Mas, onde será que elas começam? Esta é uma boa pergunta. Tenho a minha opinião formada e afirmo que elas começam nos Estados Unidos, em algum lugar do Pentágono ou da Casa Branca. Assim, tem sido muito mais barato derrubar um governo que não mais atende aos interesses da América do Norte.
Afinal, também, esses países (E.U., Inglaterra, França, Espanha, Itália, etc.)estão pagando um alto preço por explorar e financiar os países do terceiro mundo, como eles passaram a designá-los. Suas economias, dependentes de capitais voláteis, nas mãos de banqueiros e especuladores, foram implodidas, o que, por incrível que pareça, beneficiou países como o Brasil, a China, a Índia, o Chile e, ate mesmo, a Venezuela do amaldiçoado Hugo Chaves ( que já não é mais um problema para os Estados Unidos, pois está com pouco meses de vida pela frente).
A "Revolução através das Redes Sociais se impôs e, através dela, caiu uma ditadura no Egito (mas parece que o tiro saiu pela culatra, pois os militares de lá, que tomaram o poder, estão meio esquisitos e já andam rompendo com os vizinhos apoiadores das potências mundiais). Através das redes sociais caíram, também, outros governos ditadores árabes e está por cair o governo da Síria. Se os resultados que o Ocidente espera dessas quedas será o esperado, só o tempo dirá. Eu, pessoalmente, não acredito em um resultado favorável a eles e o exemplo está muito claro no Iraque e no Afeganistão onde a pobreza aumentou e a guerra civil continua.
Muamar Khadafi está morto. Foi, depois de caçado como um cão raivoso, abatido de forma humilhante, enfiado em um buraco, tal como Saddam Russem. Segundo seu algoz, um jovem das forças rebeldes da Líbia, ele pediu para não se morto. Ma o trofeu não era levá-lo vivo. Foi morto com dois tiros nas pernas e outros na cabeça. Não há que se discutir a sua morte ou a forma como ela foi executada e se foi ordenada. Nas revoluções morrem gente dos dois lados e Muamar Khadafi, no momento, para o seu povo era o pária, o carrasco e o demônio a ser exterminado. O que o mundo precisa saber, a partir de agora, é se o povo da Líbia continuará a ter o apoio dos Estados Unidos e dos seus "países amigos", todos quebrados financeiramente.
Enfim, os Muamar Khadafi árabes, que nasceram sob os auspícios dos países que hoje os derrubam, estão se extinguindo e, em sua maioria, sendo mortos. É o sintoma de um novo tempo? Claro que sim. Mas, que tempo será esse, não pensem os Estados Unidos e os seus amigos que serão os mesmo daqueles em eles davam todas as ordens e todo o mundo obedecia. Esse novo tempo ainda é uma incógnita. Contudo, países como o Brasil, a China e Índia terão um papel preponderante nesse "NOVO TEMPO".
quinta-feira, 14 de julho de 2011
HOJE É O DIA MUNDIAL DO ROCK
O ano, creio, era 1978. Se não foi esse ano, contudo, pouco importa. O que vale foi o que presenciei naquela época, e tem tudo a ver com o dia de hoje. Eu e muitos dos meus amigos moravámos em Volta Redonda. Estávamos na primavera, disso eu me lembro por que as árvores da vila Santa Cecília estavam todas floridas e o clima ainda era ameno. Uma fila imensa havia se formado em volta do Teatro Gacemss para o grande show daquela noite. Raul Seixas era a principal atração, precedido por ninguém menos que Juca Chaves.
Quando vimos, na fila, Raul Seixas chegando num veículo imenso – creio que era um Dodge Dart – todo paramentado e dele foi retirado com a ajuda de dois seguranças que o carregaram para dentro do teatro, senti uma imensa frustração. Acreditei que ele não agüentaria fazer seu show. Todos, na fila, se revoltaram com a cena que assistiram e alguns até vaiaram. Mesmo assim teimamos, compramos o ingresso e entramos no teatro para ver no que ia dar aquela noite.
Havia uma tensão reinante no interior do teatro, um clima de revolta das pessoas na expectativa dos shows de Juca e Raul. Mas a estrela principal era o Raul. Era incontestável o culto que a nossa geração nutria por Raul Seixas. Sabíamos que a bebida e a droga o estavam consumindo. Mas as suas músicas eram hinos para toda a juventude daquela época.
Juca Chaves entrou, descalço, cabelos desalinhados, escrachado e falando palavrões. Cantou, com maestria, a Cúmplice e desceu o pau na Ditadura Militar. No meio do seu show, a polícia do Exército invadiu o palco e o levou preso. Muitos outros jovens também foram presos ao se revoltarem com a prisão do Juca. O Teatro se transformou num barril de pólvora até que, inesperadamente, alguém, no palco, anunciou a entrada de Raul Seixas.
Lembro-me que as luzes do palco foram apagadas e assim ficaram por mais de três minutos, até que, em meio à fumaça e luzes coloridas surgiu, pequenino, magro e vestido com roupas da Tropicália, Raul Seixas triunfante e calando todos nós que duvidávamos que ele pudesse fazer aquele show como esperávamos. Fez uma grande apresentação, cantando, tocando sua guitarra e dançando como se estivesse em transe. No fundo, todos desconfiávamos que algum incomum havia sido feito para que ele conseguisse toda aquela energia. Mas o que nos importava era a apresentação do nosso Rei do Rock.
Nunca mais esquecerei aquela noite de primavera em Volta Redonda. Tenho plena certeza que, da mesma forma, todos que estavam lá no Teatro Gacemss, também não esquecerão a apresentação grandiosa de Raul.
O Rock, assim como a MPB, era as formas de expressão musical que nós tínhamos para catalisar nossas emoções e frustrações com a falta de liberdade imposta pela Ditadura Militar ou mesmo pela enxurrada de porcarias que nos era imposta nas escolas e nas ruas por ordem dos governantes. Assim, o Rock transformou o mundo na voz e no gingado de Elvis Presley, na irreverência dos Beatles e dos Rowling Stones e na guitarra de Jimi Hendrix; depois, veio Queen, com o inesquecível Fred Mercury e tantas outras bandas que marcaram as gerações dos anos setenta e oitenta; no Brasil, Legião Urbana, Engenheiros do Havaí, Titãs e tantas outras bandas fizeram a cabeça da nossa juventude.
Como não reverenciar o ROCK neste e em todos os dias das nossas vidas? Parabéns ao ROCK que explodiu pelo mundo afora graças aos meninos de Liverpool que, a partir de 1960, se tornaram o maior fenômeno musical da história da música universal e a Elvis Presley que, sem nunca ter saído dos Estados Unidos, foi aclamado como o Rei do Rock.
No Brasil, podemos e devemos aclamar nomes como o de Renato Russo e tantos outros. Mas, sem sombra de dúvida, o maior nome do Rock brasileiro será, sempre, RAUL SEIXAS.
Quando vimos, na fila, Raul Seixas chegando num veículo imenso – creio que era um Dodge Dart – todo paramentado e dele foi retirado com a ajuda de dois seguranças que o carregaram para dentro do teatro, senti uma imensa frustração. Acreditei que ele não agüentaria fazer seu show. Todos, na fila, se revoltaram com a cena que assistiram e alguns até vaiaram. Mesmo assim teimamos, compramos o ingresso e entramos no teatro para ver no que ia dar aquela noite.
Havia uma tensão reinante no interior do teatro, um clima de revolta das pessoas na expectativa dos shows de Juca e Raul. Mas a estrela principal era o Raul. Era incontestável o culto que a nossa geração nutria por Raul Seixas. Sabíamos que a bebida e a droga o estavam consumindo. Mas as suas músicas eram hinos para toda a juventude daquela época.
Juca Chaves entrou, descalço, cabelos desalinhados, escrachado e falando palavrões. Cantou, com maestria, a Cúmplice e desceu o pau na Ditadura Militar. No meio do seu show, a polícia do Exército invadiu o palco e o levou preso. Muitos outros jovens também foram presos ao se revoltarem com a prisão do Juca. O Teatro se transformou num barril de pólvora até que, inesperadamente, alguém, no palco, anunciou a entrada de Raul Seixas.
Lembro-me que as luzes do palco foram apagadas e assim ficaram por mais de três minutos, até que, em meio à fumaça e luzes coloridas surgiu, pequenino, magro e vestido com roupas da Tropicália, Raul Seixas triunfante e calando todos nós que duvidávamos que ele pudesse fazer aquele show como esperávamos. Fez uma grande apresentação, cantando, tocando sua guitarra e dançando como se estivesse em transe. No fundo, todos desconfiávamos que algum incomum havia sido feito para que ele conseguisse toda aquela energia. Mas o que nos importava era a apresentação do nosso Rei do Rock.
Nunca mais esquecerei aquela noite de primavera em Volta Redonda. Tenho plena certeza que, da mesma forma, todos que estavam lá no Teatro Gacemss, também não esquecerão a apresentação grandiosa de Raul.
O Rock, assim como a MPB, era as formas de expressão musical que nós tínhamos para catalisar nossas emoções e frustrações com a falta de liberdade imposta pela Ditadura Militar ou mesmo pela enxurrada de porcarias que nos era imposta nas escolas e nas ruas por ordem dos governantes. Assim, o Rock transformou o mundo na voz e no gingado de Elvis Presley, na irreverência dos Beatles e dos Rowling Stones e na guitarra de Jimi Hendrix; depois, veio Queen, com o inesquecível Fred Mercury e tantas outras bandas que marcaram as gerações dos anos setenta e oitenta; no Brasil, Legião Urbana, Engenheiros do Havaí, Titãs e tantas outras bandas fizeram a cabeça da nossa juventude.
Como não reverenciar o ROCK neste e em todos os dias das nossas vidas? Parabéns ao ROCK que explodiu pelo mundo afora graças aos meninos de Liverpool que, a partir de 1960, se tornaram o maior fenômeno musical da história da música universal e a Elvis Presley que, sem nunca ter saído dos Estados Unidos, foi aclamado como o Rei do Rock.
No Brasil, podemos e devemos aclamar nomes como o de Renato Russo e tantos outros. Mas, sem sombra de dúvida, o maior nome do Rock brasileiro será, sempre, RAUL SEIXAS.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
VIAGENS DA CÂMARA EM VEÍCULOS DOS VEREADORES E OUTRAS NOTÍCIAS...
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais publicou, recentemente, nota onde responde à consulta sobre se os Vereadores podem se deslocar do Município em viagens oficiais em seus próprios veículos. Na nota os relatores da resposta à consulta se posicionam contra. Assim, o Vereador que se deslocar do Município em seu veículo e receber dos cofres do Município o adiantamento ou o reembolso para tal ofício estará praticando ato ilegal, onde o Presidente da Câmara, que autorizar tal despesa, estará incorrendo em ato de improbridade adminstrativa,passível de ação por parte do Ministério Público. Portando, cuidado senhores Edis no momento de viajarem a serviço do Legislativo! Exitem formas legais e devem ser observadas.
O OFÍCIO DE TAXISTA, AO QUE TUDO INDICA, AGORA VIROU UMA PROFISSÃO RECONHECIDA PELA LEGISLAÇÃO. O CONGRESSO ACABA DE APROVAR UMA LEI QUE LEGALIZA A PROFISSÃO DESSES TRABALHADORES. MAS NÃO CONFUNDAM A LEGALIZAÇÃO DA PROFISSÃO COM A CONCESSÃO DAS LICENÇAS PARA SE ATUAR COMO TAXISTA.
O OFÍCIO DE TAXISTA, AO QUE TUDO INDICA, AGORA VIROU UMA PROFISSÃO RECONHECIDA PELA LEGISLAÇÃO. O CONGRESSO ACABA DE APROVAR UMA LEI QUE LEGALIZA A PROFISSÃO DESSES TRABALHADORES. MAS NÃO CONFUNDAM A LEGALIZAÇÃO DA PROFISSÃO COM A CONCESSÃO DAS LICENÇAS PARA SE ATUAR COMO TAXISTA.
A REFORMA ELEITORAL E AS MAZELAS DOS POLÍTICOS
A forma como são eleitos deputados federais, deputados estaduais e distritais e vereadores é um dos temas centrais e mais polêmicos da reforma política e será o primeiro item da pauta da reunião de terça-feira (22/3) da comissão do Senado que estuda o assunto.
A discussão sobre propostas que alteram o sistema eleitoral brasileiro é considerada uma das mais importantes da reforma política e será feita em conjunto com o segundo tema do dia, as coligações partidárias.
O sistema proporcional de lista aberta, atualmente utilizado nas eleições para esses cargos, tem recebido inúmeras críticas, mas não há consenso sobre o modelo que poderia substituí-lo. O PSDB defende o voto distrital misto, enquanto o PT se mantém a favor do voto proporcional com lista fechada. Já o PMDB e o presidente da Comissão de Reforma Política, Francisco Dornelles (PP-RJ), defendem o chamado "distritão", ou seja, o voto majoritário para estados e municípios.
Se não chegarem a um entendimento, os senadores da comissão poderão decidir no voto qual modelo irão incluir no anteprojeto que será apresentado para votação dos demais senadores.
Uma das críticas ao sistema atual é que o eleitor quando vota em um candidato pode contribuir para eleger outros que pertençam ao mesmo partido (ou coligação). Isso ocorre porque, no sistema proporcional de lista aberta, o voto não é contabilizado apenas para o candidato, mas também para seu partido ou coligação. E é o número total dos votos válidos de cada agremiação que define a quantidade de vagas a que a legenda terá direito.
Por causa dessa lógica, um candidato "puxador de votos" (capaz de conquistar, sozinho, uma grande fatia do eleitorado) ajuda a eleger colegas de partido ou coligação, até quando a votação deles é menor que a de candidatos de outras legendas.
Lista fechada
O PT defende a manutenção do sistema proporcional, desde que a lista aberta seja substituída pela lista fechada. No sistema de lista fechada mais difundido, o eleitor vota no partido, que define uma relação de candidatos em ordem de prioridade. Os petistas querem lista fechada em conjunto com o financiamento público, argumentando que isso evitaria, por exemplo, o encarecimento das campanhas.
"Defendemos um sistema no qual haja a preponderância de partidos ideológicos e programáticos", reiterou Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado.
Os críticos da lista fechada afirmam que esse modelo enfraquece o vínculo entre os candidatos e os eleitores e reforça o poder das cúpulas das legendas. Francisco Dornelles, por exemplo, diz que "tal sistema levaria, hoje, à ditadura das cúpulas partidárias".
Distrital misto e ′distritão`
Para substituir o sistema vigente, senadores do PSDB defendem o voto distrital misto, modelo que mescla características dos sistemas proporcional e majoritário. Representante dos tucanos na comissão, senadora Lúcia Vânia (GO), é favorável a esse sistema, mas reconhece que há parlamentares da legenda que preferem o distrital puro - no qual os estados são divididos em distritos e cada distrito escolhe, de forma majoritária, apenas um representante. No entanto, ela acredita que o partido conseguirá formar um consenso em torno do sistema misto.
Também Francisco Dornelles considera o voto distrital puro "a solução ideal", mas avalia que a divisão de estados em diversos distritos eleitorais seria uma coisa "muito complexa e difícil de operacionalizar neste momento". Por isso, ele sugere, "como primeiro passo", a conversão de estados, no caso de eleição para deputado, e de municípios, no caso dos vereadores, em grandes distritos (daí o apelido "distritão"), onde seriam eleitos apenas os mais votados.
Tanto o presidente do Senado, José Sarney, como o vice-presidente da República, Michel Temer , ambos do PMDB, defendem o "distritão". O representante do partido na comissão, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), considera que a proposta terá o apoio de todo o partido.
"Esse é um tema que caminha com alguma tranquilidade dentro do PMDB - avalia Eduardo Braga. Ele informa que sua primeira opção era o voto distrital misto, mas, como também considera difícil a implantação desse sistema neste momento, vai seguir a bancada do seu partido."
A proposta, porém, é criticada pelo petista Humberto Costa:
"O distritão significa a abolição definitiva dos partidos políticos, pois leva a uma personalização ainda maior das campanhas [já que o voto se destina unicamente ao candidato] e torna as eleições ainda mais caras, privilegiando os candidatos mais ricos", argumenta.
Coligações
A discussão sobre coligações partidárias (segundo tema da reunião de terça-feira) está diretamente relacionada ao modelo em vigor - proporcional de lista aberta. Ao fazer uma coligação, dois ou mais partidos políticos se unem para concorrerem à determinada eleição. Essa estratégia ajuda as legendas que, sozinhas, não conseguem votos suficientes para atingir o quociente eleitoral.
Se o Congresso decidir pelo fim do voto proporcional em lista aberta, "perdem sentido as coligações para eleger deputados e vereadores", conforme explica Francisco Dornelles. Na votação em lista fechada, os eleitos seguem a ordem definida pelo partido e, no sistema distrital, o que prevalece é a eleição do candidato mais votado.
Humberto Costa diz que seu partido defende o fim das coligações por entender que ela é "a própria negação do voto proporcional e a própria negação da existência dos partidos".
"A representação especialmente na Câmara dos Deputados e nas câmaras de vereadores e nas assembléias legislativas, é uma representação do voto popular, é uma representação do povo. E, para tal, nós temos os diversos partidos que representam os segmentos. Se nós fazemos a coligação proporcional, nós diluímos os componentes políticos e ideológicos que caracterizam cada proposta. Temos, inclusive, uma distorção no resultado final das eleições", diz o líder petista.
Reforma política: comissão aprova sistema eleitoral com lista fechada
Por exemplo, um estado que tenha a representação de dez deputados na Câmara Federal e teve 20% dos votos terá os dois primeiros candidatos de sua lista eleitos. Com as coligações partidárias proibidas pela mesma proposta de reforma, o eleitor passa então a votar diretamente em uma legenda, sem correr o risco de eleger algum candidato de outro partido. Por outro lado, o cidadão não sabe previamente quais candidatos exatamente estará elegendo, apesar de ter conhecimento da lista completa do partido. O modelo só vale para as eleições de deputados - federais, estaduais e distritais - e vereadores. A proposta ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário.
Da Agência Senado
COMENTÁRIO:
O que se dpreende desse imblóglio todo, nessa discussão da qual poucos brasileiros estão cientes e conscientes, é que, mais uma vez, as águias do Congresso Nacional estão se debatendo em pleno voo para se manterem vivas. ao que parece, pelas propostas apresentadas ao projeto de reforma política, alguns avanços estão sendo propostos. contudo, contra eles já se arvoram muitos políticos tradicionais.
Em resumo, nessas propostas todas apena uma coisa deveria estar em evidência: A VONTADE DO ELEITOR. O REsto - Partidos políticos, coligações, voto proporcional, voto distrital e listas de votações deveriam vir em segundo plano. Esse negócio do eleitor encher um candidato de voto e, com esses votos, acabar elegendo candididatos que ele seguer conhecia, é um absurdo. A sua vontade nunca é expressa nesse sistema ultrapassado e malandro.
Vamos esperar e ver no que vai dar toda essa briga de propostas. No próximo ano teremos eleições municipais e seria de bom alvitre que votassem logo a nova legislação eleitoral que vigorará para essa disputa para que os eleitores possam tentar entender como estarão escolhendo seus novos vereadores e prefeitos.
A discussão sobre propostas que alteram o sistema eleitoral brasileiro é considerada uma das mais importantes da reforma política e será feita em conjunto com o segundo tema do dia, as coligações partidárias.
O sistema proporcional de lista aberta, atualmente utilizado nas eleições para esses cargos, tem recebido inúmeras críticas, mas não há consenso sobre o modelo que poderia substituí-lo. O PSDB defende o voto distrital misto, enquanto o PT se mantém a favor do voto proporcional com lista fechada. Já o PMDB e o presidente da Comissão de Reforma Política, Francisco Dornelles (PP-RJ), defendem o chamado "distritão", ou seja, o voto majoritário para estados e municípios.
Se não chegarem a um entendimento, os senadores da comissão poderão decidir no voto qual modelo irão incluir no anteprojeto que será apresentado para votação dos demais senadores.
Uma das críticas ao sistema atual é que o eleitor quando vota em um candidato pode contribuir para eleger outros que pertençam ao mesmo partido (ou coligação). Isso ocorre porque, no sistema proporcional de lista aberta, o voto não é contabilizado apenas para o candidato, mas também para seu partido ou coligação. E é o número total dos votos válidos de cada agremiação que define a quantidade de vagas a que a legenda terá direito.
Por causa dessa lógica, um candidato "puxador de votos" (capaz de conquistar, sozinho, uma grande fatia do eleitorado) ajuda a eleger colegas de partido ou coligação, até quando a votação deles é menor que a de candidatos de outras legendas.
Lista fechada
O PT defende a manutenção do sistema proporcional, desde que a lista aberta seja substituída pela lista fechada. No sistema de lista fechada mais difundido, o eleitor vota no partido, que define uma relação de candidatos em ordem de prioridade. Os petistas querem lista fechada em conjunto com o financiamento público, argumentando que isso evitaria, por exemplo, o encarecimento das campanhas.
"Defendemos um sistema no qual haja a preponderância de partidos ideológicos e programáticos", reiterou Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado.
Os críticos da lista fechada afirmam que esse modelo enfraquece o vínculo entre os candidatos e os eleitores e reforça o poder das cúpulas das legendas. Francisco Dornelles, por exemplo, diz que "tal sistema levaria, hoje, à ditadura das cúpulas partidárias".
Distrital misto e ′distritão`
Para substituir o sistema vigente, senadores do PSDB defendem o voto distrital misto, modelo que mescla características dos sistemas proporcional e majoritário. Representante dos tucanos na comissão, senadora Lúcia Vânia (GO), é favorável a esse sistema, mas reconhece que há parlamentares da legenda que preferem o distrital puro - no qual os estados são divididos em distritos e cada distrito escolhe, de forma majoritária, apenas um representante. No entanto, ela acredita que o partido conseguirá formar um consenso em torno do sistema misto.
Também Francisco Dornelles considera o voto distrital puro "a solução ideal", mas avalia que a divisão de estados em diversos distritos eleitorais seria uma coisa "muito complexa e difícil de operacionalizar neste momento". Por isso, ele sugere, "como primeiro passo", a conversão de estados, no caso de eleição para deputado, e de municípios, no caso dos vereadores, em grandes distritos (daí o apelido "distritão"), onde seriam eleitos apenas os mais votados.
Tanto o presidente do Senado, José Sarney, como o vice-presidente da República, Michel Temer , ambos do PMDB, defendem o "distritão". O representante do partido na comissão, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), considera que a proposta terá o apoio de todo o partido.
"Esse é um tema que caminha com alguma tranquilidade dentro do PMDB - avalia Eduardo Braga. Ele informa que sua primeira opção era o voto distrital misto, mas, como também considera difícil a implantação desse sistema neste momento, vai seguir a bancada do seu partido."
A proposta, porém, é criticada pelo petista Humberto Costa:
"O distritão significa a abolição definitiva dos partidos políticos, pois leva a uma personalização ainda maior das campanhas [já que o voto se destina unicamente ao candidato] e torna as eleições ainda mais caras, privilegiando os candidatos mais ricos", argumenta.
Coligações
A discussão sobre coligações partidárias (segundo tema da reunião de terça-feira) está diretamente relacionada ao modelo em vigor - proporcional de lista aberta. Ao fazer uma coligação, dois ou mais partidos políticos se unem para concorrerem à determinada eleição. Essa estratégia ajuda as legendas que, sozinhas, não conseguem votos suficientes para atingir o quociente eleitoral.
Se o Congresso decidir pelo fim do voto proporcional em lista aberta, "perdem sentido as coligações para eleger deputados e vereadores", conforme explica Francisco Dornelles. Na votação em lista fechada, os eleitos seguem a ordem definida pelo partido e, no sistema distrital, o que prevalece é a eleição do candidato mais votado.
Humberto Costa diz que seu partido defende o fim das coligações por entender que ela é "a própria negação do voto proporcional e a própria negação da existência dos partidos".
"A representação especialmente na Câmara dos Deputados e nas câmaras de vereadores e nas assembléias legislativas, é uma representação do voto popular, é uma representação do povo. E, para tal, nós temos os diversos partidos que representam os segmentos. Se nós fazemos a coligação proporcional, nós diluímos os componentes políticos e ideológicos que caracterizam cada proposta. Temos, inclusive, uma distorção no resultado final das eleições", diz o líder petista.
Reforma política: comissão aprova sistema eleitoral com lista fechada
Por exemplo, um estado que tenha a representação de dez deputados na Câmara Federal e teve 20% dos votos terá os dois primeiros candidatos de sua lista eleitos. Com as coligações partidárias proibidas pela mesma proposta de reforma, o eleitor passa então a votar diretamente em uma legenda, sem correr o risco de eleger algum candidato de outro partido. Por outro lado, o cidadão não sabe previamente quais candidatos exatamente estará elegendo, apesar de ter conhecimento da lista completa do partido. O modelo só vale para as eleições de deputados - federais, estaduais e distritais - e vereadores. A proposta ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário.
Da Agência Senado
COMENTÁRIO:
O que se dpreende desse imblóglio todo, nessa discussão da qual poucos brasileiros estão cientes e conscientes, é que, mais uma vez, as águias do Congresso Nacional estão se debatendo em pleno voo para se manterem vivas. ao que parece, pelas propostas apresentadas ao projeto de reforma política, alguns avanços estão sendo propostos. contudo, contra eles já se arvoram muitos políticos tradicionais.
Em resumo, nessas propostas todas apena uma coisa deveria estar em evidência: A VONTADE DO ELEITOR. O REsto - Partidos políticos, coligações, voto proporcional, voto distrital e listas de votações deveriam vir em segundo plano. Esse negócio do eleitor encher um candidato de voto e, com esses votos, acabar elegendo candididatos que ele seguer conhecia, é um absurdo. A sua vontade nunca é expressa nesse sistema ultrapassado e malandro.
Vamos esperar e ver no que vai dar toda essa briga de propostas. No próximo ano teremos eleições municipais e seria de bom alvitre que votassem logo a nova legislação eleitoral que vigorará para essa disputa para que os eleitores possam tentar entender como estarão escolhendo seus novos vereadores e prefeitos.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
ITAMAR FRANCO E O MENINO JUAN MORAES
A HISTÓRIA PRECISA SER REESCRITA PARA QUE AS INJUSTIÇAS SEJAM PUNIDAS E ENFRENTADAS COM CORAGEM
Estive, durante os últimos dias, pensando em como falar de Itamar Franco e do Menino Juan Moraes ao mesmo tempo. Fiquei meio sem rumo, confesso. Queria unir os dois fatos num só, de maneira que as poucas pessoas que acessam meu blog pudessem assimilar algo de importante nessas duas mortes; de forma que todos pudessem tirar algum proveito, alguma lição dessas duas perdas. Custei a decidir escrever sobre os dois ao mesmo tempo. Hoje, sentei-me defronte ao computador e resolvi escrever aleatoriamente sobre ambos, sem o compromisso de falar de uma convenção, mas apenas pela vontade e pelo dever, como brasileiro, ser humano e cidadão, de expressar-me e falar sobre o que sinto de ambas as mortes.
Sobre Itamar Franco estou mais apto a falar intimamente. Lembro-me dele num primeiro encontro que tivemos, no ano de 1981,em São João Del Rey, no solar dos Neves, ao lado de Tancredo Neves, Aécio Neves - ainda como secretário do avô -, Dona Risoleta - nos servindo café em xícaras de porcelana -, e outros vários políticos da minha cidade. Itamar Franco era, então,candidato a Senador pela chapa Tancredo Neves governador de Minas. Ele sorria sempre, muito espontâneo. Riu ainda mais quando Tancredo contou sobre o medo que passou em Andrelândia ao fazer a barba com o barbeiro que ajudara a condenar quando atuou como promotor naquela comarca. Mas o barbeiro não se vingou. Afinal, não queria ser preso novamente.
Eu estava, naquela época do encontro com Itamar, com apenas 22 anos e senti o que ele mostraria para todo o Brasil a partir de então: um caráter forte e honesto. Venceu a eleição, bem como Tancredo também.
Naquela eleição para o governo de Minas, contudo, eu queria destacar que se não fosse por Itamar Franco, Tancredo Neves jamais teria sido governador de Minas Gerais. Itamar foi o político responsável por aglutinar as s forças da Zona da Mata mineira em torno do nome de Tancredo e, no palanque, com um discurso corajoso, conclamou o povo de Minas Gerais para a mudança. Assim, derrotaram o poderoso ministro da Ditadura Militar, Eliseu Resende.
Muitas outras vezes encontrei com Itamar Franco na sua trajetória política. Só não tive o prazer de encontrá-lo quando ele foi presidente da República. Mas exultei-me quando ele teve coragem de enfrentar o todo poderoso Senador Antônio Carlos Magalhães, mandando-o às favas.
Não conheci o menino Ruan Moraes e não tomei café na sua humilde casa, assim como não conheci a garota negra que foi assassinada em minha cidade e jogada no meio de entulhos há alguns meses atrás. - Até agora não tive notícia sobre o seu provável assassino. - Li que a ossada de Juan foi encontrada às margens de um rio próximo do local em que ele desapareceu e onde ocorreu o possível confronto entre policiais e traficantes. Ele foi enterrado, às pressas, ontem, e sob forte escolta policial (O enterro de Itamar também teve a escolta dos Dragões da Independência diante do Palácio da Liberdade em Belo Horizonte, o seu caixão foi coberto pelas bandeiras de Minas e do Brasil e foi carregado por homens das três forças armadas). Quanto aos familiares de Juan, estão sob a proteção do estado, proteção essa dada a testemunhas sob risco. (a família de Itamar também teve a proteção do estado, suas filhas tiveram avião a disposição e continuarão recebendo os dividendos de Itamar). Mas o pai de Juan está tomado pelo medo de que invadam a sua casa e quer dispensar a proteção do estado.
Bem... O que se tira de tudo isso é que as mortes são diferentes.Infelizmente são. Um, morto por policiais ou bandidos, teve seu corpo totalmente desrespeitado e enterrado em cova rasa; o outro, foi cremado com todo respeito - e merecido respeito - e as suas cinzas foram levadas para Juiz de Fora onde serão guardadas ao lado dos restos mortais da sua mãe.
Que Itamar, após a sua morte, possa ser sempre lembrado como um homem de dignidade e que sobreviveu à corrupção, e que a morte do menino Juan não seja em vão. Que ela sirva para nos mostrar que precisamos reformar nossas instituições e colocar nelas homens melhores para nos proteger, homens como Itamar Franco, que enfrentou Antônio Carlos Magalhães, não deixou que privatizassem a CEMIG, enfrentou Fernando Henrique Cardoso quando ele quis transpor o Rio São Francisco e apoiou, para surpresa de todos, Lula na sua primeira vitória como Presidente.
Texto de Pedro Paulo de Oliveira
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