quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

SÍRIA, FAIXA DE GAZA, LÍBANO ÁFRICA DO SUL E BRASIL - A SÍNDROME DO COLONIALISMO.

Síria, um país outrora rico, orgulhoso e que ajudou a construir a civilização contemporânea. Ao longo dos tempos, por motivos diversos, a história dessa nação passou por transformações onde seus governantes e seu povo acumularam riquezas e construíram um patrimônio cultural invejável. Países europeus sempre disputaram espaço dentro da Síria. A frança foi quem mais conseguiu se impor, apoiando governos e mantendo uma hegemonia sobre as riquezas produzidas por lá. No entanto, a partir de meados do  Século XX, a Rússia passou a disputar essa hegemonia, influenciando os governos déspotas que passaram a ocupar o poder a partir da dependência mundial do petróleo e, de alguns países, do gás natural. A Síria é um grande produtor dos dois produtos.

Bashar al assad é o atual presidente da Síria. Entrou no poder apoiado pela França, pelos Estados Unidos e pela maioria dos países da Europa. Desde que assumiu o poder Bashar al assad se mostrou egocêntrico e disposto a não deixar a presidência. Até pouco mais de dois anos atrás, ele governou sem problemas, com mão de ferro e conivência das grandes potências mundiais, incluindo a Rússia, grande importadora e dependente do gás natural e do petróleo do seu subsolo. No entanto, uma onda de insatisfação varreu parte do Oriente Médio e parte da Africa, derrubando os governos do Egito e da Líbia. A oposição da Síria, incentivada e apoiada, principalmente, pela França e Estados Unidos, decidiu que era a hora de derrubar Bashar al assad. Conclamou o povo e foi para as ruas. As forças do governo, contudo, massacraram, impiedosamente, os movimentos populares, gerando uma guerra civil injusta. Bashar al assad não se intimidou e, para permanecer no poder, colocou a forças armadas do seu país para lutar contra o povo que, mal armado, mesmo assim conseguiu várias vitórias no início, tomando importantes cidades.

Mas, na questão da Síria, diferentemente da Líbia e do Egito, havia um fator favorável ao ditador; o apoio explícito da Rússia. Para derrubar Sadan no Iraque, Kadafi na Líbia e Murssi no Egito, Estados Unidos e Europa não hesitaram e em alguns casos desobedeceram até as resoluções da ONU. Mas, na Síria a questão é outra: O poder bélico e econômico da Rússia. Mas a Russia não está em situação econômica delicada? Essa é uma questão interna deles. Se perderem a Síria, bem como outros países que eles ainda dominam, podem ficar em situação pior.

O que está acontecendo na Síria é uma desumanidade. O mundo ficou estarrecido com as mais de 100 crianças mortas por gás venenosos disparado pelas forças de bashar al assad contra a população civil. Já ão mais de 5.000 cristãos mortos pela intolerância que assola a população no desespero da gerra civil. A oposição ao governo, na sua maioria, muçulmana, acredita que os cristãos apoiam o governo déspota de bashar al assad. O número de refugiados é incalculável e já tem fontes afirmando que passa de 1,5 milhão. A quantidade de mortos nos conflitos está se aproximando dos 150 mil, sendo que quase 10 mil são crianças e as outras mais da metade são civis inocentes.

Faixa de Gaza - Palestina - Oriente Médio. A Faixa de Gaza uma nesga de terra ruim localizada na parte oriental do Mar Mediterrâneo, com 41 quilômetros de comprimento. Sua população é toda formada pelo povo palestino, na sua maioria refugiados da Guerra entre árabes e israelenses no ano de 1948. a pobreza que crassa por lá é crônica e toda a infraestrutura havia foi destruída pelos bombardeios israelenses de 2008 e 2009. Até o ano de 2005, Israel paticamente ocupou a Faixa de Gaza com as suas forças militares. A partir desse ano As forças israelenses deixaram Gaza, mas mantiveram o controle sobre suas fronteiras, espaço aéreo e marítimo.

Líbano. Ah, o Líbano! Antiga Suíça do Oriente; berço da civilização; mãe da escrita; e uma das mais sólidas economias da região até meados do século XX. Hoje o Líbano é uma nação empobrecida e humilhada pelo poder de Israel e que o massacrou em várias guerras, sendo a última em julho de 2006 e que aniquilou o resto da sua economia.

Por que Israel faz o que quer nas suas fronteiras e submete vários povos à humilhação? Talvez a resposta esteja na história do seu povo que, ao longo dos tempos, foi perseguido, humilhado e quase exterminado. O auge da perseguição contra o povo judeu se deu, como todo o mundo sabe, na Segunda Guerra Mundial. Milhões de judeus foram mortos pela loucura de Adolf Hitler. A região onde o Estado de israel foi implantado por resolução das Organizações das Nações Unidas, logo após o término do conflito mundial, sempre foi disputada pelos muçulmanos, judeus e cristãos. Jerusalém ao longo dos séculos já esteve sob a tutela do povo  Babilônico,  Romanos, muçulmano, egípcio, cristão (através das Cruzadas), Turcos Otomanos e ingleses até 1948. Em 1967 ela foi tomada pelo estado de Israel que a unificou como sua capital.

O Estado de Israel podia ter sido criado em outra região qualquer do planeta. No entanto era lá que os judeus queriam a sua nação, onde tudo começou e, saindo das cinzas de um massacre nunca visto pela humanidade, com o apoio dos Estados Unidos e das grandes nações da Europa, tornaram-se uma das maiores potências econômicas e bélicas do mundo. ao longo do futuro, os muçulmanos, por mais que que tentem, lutem e ataquem Israel através de Hamas e do Hizbolah, não conseguirão êxito em ferir frontalmente a nação judia que tem e sempre terá o apoio dos Estados Unidos e das grandes potências europeias.


África do Sul... antiga colônia inglesa, palco do Apartheid, a maior e mais cruel segregação racial que a humanidade já teve notícia e terra de Nelson Mandela, o homem que lutou contra a segregação racial, ficou preso por mais de 28 anos e se tornou presidente da república.

A África do Sul é maior economia do Continente Africano. Como colônia inglesa enviou muita riqueza para a Europa, através dos seus diamantes e outros minerais preciosos, além de carne e outros produtos naturais. Durante os anos de colonialismo a Inglaterra manteve a população nativa negra segregada e em regime de escravidão. Quando a África do Sul foi entregue ao seu povo e Nelson Mandela assumiu a presidência da república, a desigualdade social era extrema. Os bolsões de pobreza e violência tomavam conta das grandes cidades e dos campos. Ao deixar a presidência e, depois, ao morrer, Nelson Mandela viu o seu país livre do Apartheid e ainda mais pobre, mais violento e sem perspectiva de melhora. O índice de criminalidade na África do Sul é altíssimo. os assassinatos são por motivos banais (pequenos roubos, estupros, brigas, tráfico, etc.). A população de baixa renda vive em bolsões de pobreza onde não existe saneamento básico e os trabalhadores recebem salários baixos. O sistema de saude público e altamente ineficiente e os doentes morrem, na maioria das vezes por falta de atendimento e recursos. A educação engatinha em índices abaixo do aceitável por qualquer nação em desenvolvimento.

Haverá esperança de melhora para a África do Sul?  Não. Não há como mudar uma cultura a curto ou médio prazo. No caso da África do Sul é a cultura do colonialismo enraizada nos seus governantes e no povo. Os governantes aceitam a dependência das grandes potências, mascarando que governam uma nação democrática. O povo, moldado sob a tutela do estado que lhes dá migalhas para sobreviver precariamente, se conforma em ter onde morar e o que comer parcamente


Brasil... antiga colônia de Portugal e, depois, a partir da proclamação da República ( primeiro golpe militar), colônia dos Estados Unidos. O Brasil é uma das maiores economias da América Latina, ao lado do Chile e do México. -  Aliás, eu podeira falar,aqui, do México, também. Mas, não. Vamos deixar o México para outra oportunidade. Esse país é caso para uma outra matéria, pela sua interessante história no contexto latino-americano. - O Brasil, no entanto, se situa diante do mundo como um país multirracial. No entanto, tal como a África do Sul, patina na sua condição de país submetido por tempo demais ao colonialismo. Basta ver que as favelas se espalham como formigueiros nos morros e beiras de rios das cidades grandes. As favelas brasileiras são símbolos de uma cultura popular que luta para sair de uma condição subjugada e sobreviver num país com uma das maiores desigualdades sociais do planeta. Os governantes, ao longo dos anos, esqueceu-se ou fez de conta que as favelas não existiam. O crime, então, se organizou, subiu o morro e plantou seus quartéis generais nessas comunidades.

Como país subjugado, os governantes do Brasil, atendendo interesses estrangeiros, não se preocuparam criar um sistema de educação eficiente e formaram uma população, na sua maioria sem cultura e sem capacitação. O Brasil não tem um sistema de transporte eficiente; o sistema de saude é falho, onde os hospitais, sem estrutura e superlotados, não conseguem conter o fluxo de doenças. No entanto, o mais grave problema do Brasil está na criminalidade e nas leis ineficientes. Matar por motivos banais, no Brasil, é normal. Os programas, como Cidade Alerta e Brasil Urgente, que mostram as notícias sobre crimes em tempo quase real, são campeões de audiência.

O problema do Brasil é o mesmo da África do Sul: O país não consegue deixar a sua condição de colônia. Haverá uma solução ao longo do tempo? Não. E a prova está nas Unidades de Polícia Pacificadora - UPPs plantadas nas favelas. Não tiraram os criminosos do morro e muito menos diminuíram o tráfico de drogas. A razão é que, por conta da "síndrome do colonialismo", grassa no país a perversa cultura da corrupção que começa nos palácios, atravessa os parlamentos, entra nas cortes de justiça e vai parar nas esferas policiais.

Enquanto perdurar nessas e outras nações a "síndrome do colonialismo", não haverá mudanças de paradigmas para os seus povos.  A maioria da população desses países  será sempre subjugada a condições inferiores. Raras exceções se despontarão. Mas, para sobreviverem, terão que se adaptar ao meio.


     
Texto de Pedro Paulo de Oliveira.

Imagens: Arquivo o Estadão.









segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A MÚSICA BRASILEIRA, LATINA E MUNDIAL ESTÁ DE LUTO: MORREU O CANTOR E COMPOSITOR NELSON NED





Mas tudo passa
tudo passará
e nada fica
nada ficará... (Estrofe da música de maio sucesso de Nelson Ned)

Ao morrer, Nelson Ned leva consigo um dos mais importantes momentos da música brasileira. Ele foi um dos poucos cantores que conseguiu fazer um longo sucesso no Estados Unidos (vendeu mais de um milhão de discos na casa do Tio Sam) e em toda a América Latina, lotando os teatros por onde passou. Foi poeta, compositor e dono de uma voz possante e incomparável. Sabia, como poucos, encantar as plateias com o seu jeito de menino e a sua voz quase de tenor.

Tinha pouco mais de um metro de estatura e foi considerado o gigante da música latino americana nas décadas de 1960 e 1970. Fez shows, além de um longo período nos Estados Unidos, por toda a América Latina e parte da Europa.

Como muitos grandes artistas, ganhou muito dinheiro, vendendo, ao longo de sua carreira, mais de 40 milhões de cópias de seus discos, acumulando prêmios e honrarias. Chegou a ter três automóveis de luxo da Mercedes e os lavava com xampu e creme rince.  Infelizmente, não soube administrar o sucesso e a fortuna. Gastou a maior parte do que ganhou em luxo, bebidas e drogas, deslumbrado pelos holofotes da fama. Morreu, após um longo período em estado semi-vegetativo, provocado por um Acidente Vascular Cerebral. Dependia, em tudo, da ajuda das irmãs que nunca o abandonaram.

Ele doou todo o seu acervo para a cidade de Ubá, em Minas Gerais, onde nasceu e foi criado até os 12 anos de idade.

Embora estivesse longe dos palcos, da fama e da fortuna, ao morrer Nelson Ned deixa um legado imortal à musica, ajudando a encerrar um período de romantismo e poesia que marcou toda uma geração, a geração jovem dos anos 60 e 70.

Texto de Pedro Paulo de Oliveira

Imagens: Arquivo Nelson Ned



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

MORRE UM ESTUDANTE DE CINEMA EM MAIS UMA AÇÃO DESASTRADA DA POLÍCIA DO RIO DE JANEIRO





A premissa corrente de que a polícia do Rio de Janeiro atira primeiro para depois perguntar, mais uma vez se faz verdade. Homens treinados para salvaguardar nossas vidas, armados de fuzis e pistolas ponto 40, demonstram completa incapacidade para a função para a qual estão sendo pagos e que escolheram como metas de vida. Como eu já havia dito anteriormente, a população, de forma geral, quando vê uma ação policial, tipo as famosas blitzes, se borra de medo de ser parada nela. É a síndrome da farda: ela impõe medo,quando deveria impor respeito e tranquilidade.

Os poucos (poucos pelo tamanho da população brasileira)cidadãos abastados deste país, residentes numa parte rica das cidades, ao invés de recorrer às forças policiais para garantirem a sua segurança, recorrem a seguranças particulares armados, muito bem pagos e altamente treinados; esses cidadãos moram em condomínios fechados e protegidos; e quando precisam sair de casa o fazem em carros blindados ou de helicópteros. Do outro lado das cidades, o resto do povo fica à mercê dos bandidos, de policiais corruptos e despreparados. Claro que nesse meio existem bons agentes da lei, aqueles que são capazes de dar suas vidas para proteger outras vidas.

O que não se pode admitir é o que ocorreu no dia 30 de dezembro de 2013 no Rio de Janeiro.: Era madrugada e havia uma blitez feita por policiais militares na Linha Amarela, altura do Bairro Pilares na Zona Norte da "Cidade Maravilhosa". Quatro jovens se aproximaram num Veículo Celta, vindos de uma festa na Barra da Tijuca e depararam com o Bloqueio. O motorista, segundo informações dadas à autoridade policial civil, se apavorou, furou o bloqueio policial, desobedecendo a ordem de parara. A viatura policial, com quatro agentes, saiu na perseguição dos jovens. Até aí, persegui-los seria um fato normal, tal como já estamos cansados de ver em reportagens, perseguições policiais a carros fugitivos. No entanto, os quatro policiais alvejaram o veículo com mais de 50 tiros de fuzil. Um deles atingiu em cheio nas costas, no banco trazeiro do veículo, João Pedro da Cruz, um estudante de cinema da PUC do Rio de Janeiro. Sua morte foi instantânea, tal foi o estrago provocado pelo projétil da poderosa "arma de guerra".

Algumas perguntas e algumas respostas baseadas em estudos de especialistas em segurança: era necessária tamanha ação para conter um carro em fuga num bloqueio policial de rotina? Claro que não, tendo em vista que não havia nenhuma ocorrência que tornasse o carro suspeito de de estar levando bandidos de alta periculosidade e armados. O que deveriam fazer os policiais ao constatarem quie o veículo desobedeceu a ordem de aprada? Deveriam, sim, perseguir o veículo em fuga, pedir reforços pelo rádio e, em último caso, atirar nos pneus com a certeza de de acertar os pneus.

A imagem que a Polícia passa com essas ações ficou demonstrada nas palavras do avô do jovem assassinado: "...Eu acho que estão treinando para matar pessoas."

É preciso, também, esclarecer que a polícia do Rio de Janeiro vive em clima de guerra ou não estaria usando Fuzis e pistolas Ponto 40. Se a policia do Rio, bem como a de São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, outras capitais e grandes cidades, não se armar para uma guerra, perde todas as batalhas. Os policiais, assim como a maioria dos cidadãos, vivem o constante terror de serem atacados por bandidos, também armados com fuzis. mas é preciso esclarer uma coisa: quase 100% dos bandidos que usam fuzis e outras armas de guerra estão restritos às favelas, onde guardam os territórios dos grandes traficantes de drogas. Na sua maioria são jovens que municiam essas armas poderosas de forma amadora e perdem a batalha para os militares altamente treinados. Outra coisa: traficantes não assaltam carros nos faróis, residências, trabalhadores indo para suas casas e velhinhos nas saídas de bancos. O negócio dos traficantes é vender drogas, comandar territórios e, quando assaltam, explodem caixas eletrônicos. Os bandidos que roubam e assaltam a mão armada nos bairros residenciais, nos faróis, em pequenos comércios e nas saidas de bancos, são na sua maioria, jovens viciados sobre motos roubadas e munidos de revólveres calibres 22 e 32, armas de baixo custo no mercado negro.

Na guerra contra o tráfico justica-se o uso de armas pesadas. Mas, segundo especialistas em segurança, numa barreira policial, nada pode justificar a envergadura da ação imprimida contra os jovens no Rio de Janeiro; os fuzis até poderiam estar no veículo. Mas só deveriam ser usados em caso de um confronto com armas do mesmo nível.

Mais uma vez o sonho foi assassinado. Foi uma fatalidade, diriam alguns.... Ah, fatalidade que mora na minha terra e leva tantas vidas embora no meio da caminhada. A fatalidade não pode ser confundida com a incapacidade de transformar esse país numa terra onde transitar livre pelas ruas deveria ser um direito e algo normal; a fatalidade não pode ser confundida com a incapacidade que "alguns" agentes da lei possuem para discernir entre o momento de ação e reação e o tamanho que cada uma deve ter.

Dizem que "a vida é um dom precioso". Já ouvi isso centenas de vezes. Eu discordo. A vida é o que é: apenas vida e não precisa ser mais nada. Como seres humanos conseguimos pensar e entender a plenitude do nascimento, existência e morte... E aprendemos a matar. Matamos por tantas razões fúteis. No entanto, aprendemos, também, a preservar a nos contra as muitas mazelas humanas que nos levam a lutar até a morte. Foram essas folrmas de preservação da vida que nos mantiveram como senhores da terra. Então, merecemos viver, se somos parte boa do todo. Se não somos, somos retirados, encarcerados e, até executados.

Então, vamos comemorar a vida, preservar a vida, respeitar a vida. Vamos lutar para os que sonhos possam ter as suas asas e voar. Chega de policiais mantando inocentes; chega de bandidos soltos por uma lei fraca e aterrorizando a população; e chega de políticos corruptos e inaptos para ordenar uma mudança de paradigma neste nosso Brasil!

Que a morte do jovem João Pedro não seja em vão, não fique impune e sirva para que as pessoas entendam que a vida não é um dom, A VIDA É UM DIREITO.

Texto de Pedro Paulo de Oliveira.

Imagem: Globo Rio




HACKER, UM SOLITÁRIO FRUSTRADO.





Meu computador, onde estão, "ainda", armazenados todos os meus dados pessoais, os dados da minha empresa, meus textos inéditos e outros já publicados, foi, na última quarta-feira, invadido por um ou mais hackers. Fizeram um belo estrago no meu PC e conseguiram acessar todos os meus arquivos e ou pastas. Foi um tormento imaginar que meus textos inéditos, entre eles vários livros, foram invadidos por "bandidos sem caráter". Foi algo muito rápido e ocorreu enquanto eu estava almoçando.

Os meus dois blogs, que usam a mesma conta no Google, estão com mais de 30.000 acessos. O REDATOR NACIONAL é um blog de notícias comentadas; o ESCRITORES NOVOS é um blog literário, com 100% dos textos de minha autoria e todos inéditos (republico os textos no meu facebook). O blog de notícias é muito acessado no Brasil; o Blog literário é mais acessado no exterior (Estados Unidos, Malásia, Rússia, Espanha, Japão, Inglaterra, etc.).

Concluí que o invasor (hacker) do meu PC o fez com o intuito de roubar textos inéditos para publicá-los em seu nome ou vendê-los para algum pseudo-escritor. Se ele fez com essa intenção, é um idiota. Meus textos são pessoais, carregam a minha marca e, mesmo que eu fale de um tempo, de lugares distantes, de pessoas, a minha marca está impressa neles de forma indelével.


Penso que neste mundo virtual não há nenhuma segurança, não há respeito (a prova maior da falta de caráter desse meio foi a invasão, pelos Estados Unidos, de todas as redes sociais, acessando conversas pessoais, seja através da internet ou seja através dos telefones celulares).

Fico imaginando que se eu, ainda um pequeno ser nesse universo infinito da internet, fui alvo de hackers, a que estão sujeito os grandes nomes da literatura, do jornalismo, da política, do meio empresarial e da justiça? Porém, se eu descobrir algum texto meu publicado por algum falso escritor, tenha certeza ele de que vai ter que provar que o escreveu.

Contudo, penso que quem entrou no meu computador, quaisquer que fossem as suas intenções naquele momento, encontrou um trabalho feito com dignidade e com o dom que Deus me deu, que é o de poder interpretar a vida através das palavras impressas na tela de um computador ou nas folhas de um livro. Esse dom o HACKER não poderá invadir, pois ele está na minha alma.


PEDRO PAULO DE OLIVEIRA.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

FALIBILIDADE E FATALIDADE




O que é falibilidade? Respondendo, é a qualidade do que é falível, do que pode perecer, acabar-se, esvair-se. E fatalidade? A fatalidade é um fato súbito, inesperado, pensado, mas indesejado. Assim, a falibilidade quase sempre está atrelada à fatalidade, pelas peculiaridades da segunda em detrimento da primeira.


Dois monstros do esporte se encontraram, neste final de ano, diante das suas qualidades falíveis que se dobraram á fatalidade: Anderson Silva - O maior nome das artes marciais (ou MMA) de todos os tempos na história dos esportes, campeão por sete anos consecutivos, lutador com características específicas, sempre entrando no octógono e desestabilizando psicologicamente seus adversários; Micael Schumacher, considerado o maior campeão das corridas de Fórmula 1 de todos os tempos, dono de marcas extraordinárias nos autódromos, Personalidade explosiva.

Anderson Silva tendo perdido o cinturão de campeão dos pesos médios do MMA numa luta em que viu derrubado seu estilo desestabilizador dos adversários, onde, inicialmente, brincava , dançando no ringue, foi nocauteado com um soco no queixo por um jovem e desconhecido norte-americano. No último sábado, dia 28 de dezembro de 2013, entrou novamente no ringue, numa revanche que considerava como um desagravo. apanhou muito no primeiro round, tendo sido quase nocauteado com um soco no ouvido. No segundo round, voltou a apanhar e, num de seus melhores golpes, tentou acertar a coxa do seu adversário com um poderosíssimo chute. No golpe de defesa de Chris Weidman, a perna de Anderson Silva se partiu em dois lugares. Caiu, gritando de dor, indefeso e desesperado, o maior campeão de MMA de todos os tempos. Estaria ele preparado, novamente para essa luta? Eu acredito que não. Ele já entrou no octógno com medo e apanhou muito até o momento em que quebrou a perna.

Micael Schumacher, que já havia encerrado sua carreira gloriosa na Fórmula 1, voltou às pistas por conta de propostas milionárias. Na escuderia Ferrari acumulou glórias nunca antes conseguida por outro piloto. sua fama ultrapassa os limites do próprio Aílton Sena pela quantidade de títulos que ganhou ao longo da sua carreira. Na sua vida particular acumulou, também, desafetos pelas suas atitudes muitas vezes arrogantes. Gostava, ao que tudo indica, de esportes radicais, tendo como paixões o esqui e o hipismo. Neste último final de semana ele estava com seu filho de 14 anos esquiando num balneário francês (onde tinha casa de veraneio) e sofreu um acidente onde bateu com a cabeça numa pedra. Sofreu traumatismo craniano, está em coma e seu estado é gravíssimo.

Antes de continuar os comentários sobre Anderson Silva e Micael Schumacher, gostaria de falar sobre as enchentes no Espírito Santo - ES e em Minas Gerais. O ES possui pouco mais de 70 municípios e mais de 50 deles estão tomados pelas enchentes. Relembro o depoimento de um pequeno comerciante que teve tudo perdido e estava vivendo numa igreja com a sua família e sendo ajudado por voluntários. Disse ele: "Nestes momentos da vida e gente vê que todos somos iguais, iguaizinhos... Tem gente aqui comigo que era considerada rica e hoje vive da caridade alheia. Bom. Eu só abri "esse parêntese". para gerar um pouco mais de questionamentos sobre a vida e as tragédias que a assolam.

Anderson Silva, um brasileiro, que hoje vive nos Estados Unidos com a sua família, nasceu humilde e venceu, por seus méritos, na vida.O Brasil ainda é considerado um país do Terceiro Mundo. No entanto, mesmo assim, Anderson Silva chegou ao ápice da fama como campeão de MMA e acumulou dinheiro e poder. Micael Schumacher nasceu na Alemanha, país de primeiro mundo (a maior economia da Europa), numa família de classe média alta, teve todo apoio para vencer e chegou ao topo da fama, da glória e da fortuna. os dois estão hospitalizados, em situações diferentes, mas incapacitados como campeões, impedidos de mostrar ao mundo que são diferentes, mais fortes, poderosos.


Seria um recado do destino as duas tragédias do esporte, ou apenas mera coincidência? Não seriam as duas tragédias uma forma da vida nos mostrar que, tal como as enchentes destroem cidades inteiras, levando vidas humildes e esquecidas, a fatalidade leva embora, também o orgulho, a fama, o poder e as fortunas, pois, como disse o homem humilde no meio da enchente no ES,"somos todos iguais, iguaizinhos nesses momentos da vida?..."

Texto de Pedro Paulo de Oliveira.

Imagens: whiteshirtjeans

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A BANDA DE MÚSICA DE ANDRELÂNDIA TOCOU E ENCANTOU O MUNDO...




A BANDA DA MAGIA

"Andrelândia" tem uma banda...
a banda dos meninos,
das meninas -
tocando magia,
tocando poesia.

A banda passa, a banda canta
a banda toca, a banda encanta...

A banda encanta o mundo...
dá vontade de dançar,
dá vontade de cantar,
ou apenas de olhar
a banda tocar.

Andrelândia é uma cidade do Brasil, localizada no Sul de Minas Gerais, com forte influência cultural das cidades de São João Del Rei e Juiz de Fora. Sua história foi marcada pela música e por períodos de glória e decadência de outras artes. A arte musical sempre esteve presente na vida dos seus cidadãos e um dos seus mais belos expoentes está na sua Banda de Música, denominada Corporação Musical São Pio X, exemplo de cultura e tenacidade de uma família numa cidade de poucos recursos revertidos para as artes e a cultura. A história detalhada das bandas está delineada na página do Facebook de da Corporação Musical São Pio X, pois existiram outras bandas de música em Andrelândia, quando a cidade ainda não passava de uma vila (Vila Bela do Turvo – por volta de 1820) e, depois, cidade do Turvo até 1930.

O trabalho desenvolvido, atualmente, pela Banda São Pio X, envolve mais de 150 pessoas, entre alunos, professores e projetos sociais, (time de vôlei e, mais recentemente, em parceria com o Centro de Referência e Assistência Social – CRAS, o Coral de Jovens). A maioria dos componentes da Banda são meninos e meninas entre 10 e 15 anos. Wilson Pereira e os seu filho Wilsinho são os maestros e os maiores expoentes da Banda. Wilsinho nos comunicou, inclusive, que está se aprimorando como maestro e estudando música. Disse, ainda, que a Banda dá prioridade ao trabalho social, envolvendo as crianças e adolescentes na música ( crianças, na sua na maioria, vindas de famílias pobres), de forma a focá-las num ambiente saudável durante os anos de formação das suas personalidades. As crianças sem aptidão para a música são envolvidas nos projetos esportivos.



Embora a Corporação Musical São Pio X tenha se iniciado em 1955, sua história remonta aos finais do Século XIX, ligando seus músicos a uma herança musical Clássica ou Erudita, como preferirem os amantes da música. Assistir às suas apresentações é poder se deliciar como uma mistura de gostos musicais, onde o Erudito se combina ao Popular em canções que foram compostas a partir do ano de 1200 e outras compostas na atualidade. Ouvi-la interpretando Mozart é estar diante de uma “pequena orquestra sinfônica” e ouvir “O Guarani” através dos seus trombones, não só emociona, mas eleva a alma.

No dia 23 de dezembro de 2013, a Corporação Musical São Pio X fez uma magnífica apresentação de Natal no interior da Matriz de Nossa Senhora do Porto, expondo ao público, pela primeira vez, o seu Coral de Jovens.

Atualmente a Corporação Musical São Pio X vive das contribuições dos seus membros e de uma pequena ajuda da Prefeitura Municipal (algo em torno de R$15.000,00 por ano). Suas apresentações elevam não só a cidade de Andrelândia na região, mas em todo o Brasil. Como disse Chico Buarque de Holanda:

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor...




Quem não para ver a Banda passar cantando coisas de amor?
Parabéns Wilson Pai e Wilson Filho pelo amor à Banda e à Música.
Parabéns a toda a sua família pelo amor às artes.

A pequena Andrelândia, hoje, com os seus sobrados e casarões coloniais é sinônimo e exemplo de Banda de Música.


Texto de Pedro Paulo de Oliveira

Imagens: Página no Facebook da Corporação Musical São Pio X



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA FCA POR CRIME.




Tal como já foi denunciado neste Blog, a Vale do Rio Doce, através do seu braço Ferrovia Centro Atlântica - FCA, parece que não respeita as leis deste país. Ela simplesmente desdenha a legislação sobre o patrimônio histórico e ambiental e,- pior de tudo - é que quem deveria impedi-la ou, no mínimo, obriga-la a cumprir certas normas, não está nem aí. O Ministério Público, através do seu representante na Comarca de Andrelândia, já denunciou o crime ambiental na margens do Rio Turvo (TJMG -0059885672-2013-8-13-0028). Ao que conta, a denúncia do MP já está nas mãos da Juíza da Comarca de Andrelândia e prevê, inclusive, multa acima de R$100.000,00.

Na matéria anterior noticiamos que o MP não havia se manifestado. Como a verdade deve prevalecer nas informações com imparcialidade - que é o que se pretende aqui - , compete-nos informar que a denúncia foi feita e, agora, a Juíza analisará e, se entender que há crime, sentenciará, aplicando multa e mandando que a Vale do Rio Doce respeite as leis ambientais.

Parece pouco o que se vê na saída da cidade de Andrelândia. Mas, as mais de 80 carretas que deixam, diariamente, o transbordo carregadas de minério, inclusive, não respeitam nem as leis de trânsito: formam imensas filas nas margens da rodovia, numa extensão de mais 500 m. Com essas chuvas, segundo pudemos apurar junto à COPASA, escorrerá minério para o Rio Turvo, modificando o PH da sua água. A área onde foi montado o transbordo é residencial e as casas estão sendo invadidas pelo pó negro do minério que sai das carretas. Os moradores das imediações do transbordo estão apreensivos, pois não podem mais transitar livremente e temem serem acometidos por algum mal provocado pela inalação do pó mineral.

Outro detalhe que tomamos conhecimento é que a FCA apresentou à Polícia Militar de Meio Ambiente uma autorização de 2011 para atuar, em caráter de urgência, nos 15 metros do leito da ferrovia. Ora, essa autorização visa o atendimentos de acidentes pontuais, localizados. Isto é, a concessionária só pode fazer obras de emergências no local do acidente. Exemplo: uma barreira que cai, descarrilamento de composições. Para se fazer o transbordo em Andrelândia, a FCA teria que ter uma autorização especial do IBAMA e da Prefeitura Municipal de Andrelândia, tudo baseado em estudos técnicos, com levantamento do impacto ambiental.

Quanto ao suposto crime contra o Patrimônio Histórico, com a queda do Túnel de Augusto Pestana, ainda não fomos informados se o Ministério Público e o IPHAN já estão tomando providências e apurando as circunstâncias da obra naquele local. Augusto Pestana, próximo a Passa Vinte, deve estar sob tutela do Ministério Público da Comarca de Aiuruoca - MG. O que sabemos é que a FCA está fazendo um desvio lateral ao túnel que foi destruído.

Texto e foto do transbordo de Pedro Paulo de Oliveira.

foto do Ministério Público: Site do MP em MG.


NAYRA E O CHAVELHO DE ESPINHOS NA FAIXA DE GAZA

" Esses pequeninos, cheios de sonhos, sonhos que embalam o mundo, distantes das       ambições e da crueldade dos homens e mulheres que...